26 de Julho de 2016 / às 12:27 / em um ano

Padre é morto em igreja da França em ataque reivindicado pelo Estado Islâmico

Polícia francesa em frente local de ataque em Saint-Etienne-du-Rouvray. 26/07/2016 REUTERS/Steve Bonet

SAINT-ETIENNE-DU-ROUVRAY (Reuters) - Um padre com mais de 80 anos foi morto com uma faca e outro refém foi seriamente ferido nesta terça-feira em um ataque em uma igreja no norte da França realizado por agressores ligados ao Estado Islâmico.

Os dois agressores foram mortos a tiros pela polícia francesa. Cinco pessoas foram feitas reféns. Uma fonte policial disse que o padre aparentemente teve a garganta cortada.

Em visita ao local do ataque, em Saint-Etienne-du-Rouvray, na Normandia, o presidente da França, François Hollande, disse que a França precisa enfrentar o Estado Islâmico de todas as formas.

“O Estado Islâmico declarou guerra contra nós, precisamos lutar esta guerra de todas as maneiras, enquanto respeitamos o estado de direito, que nos torna uma democracia”, disse a repórteres no local da ação.

O presidente chamou o ato de um “terrível ataque terrorista” e disse a repórteres que os agressores juraram aliança ao Estado Islâmico. A agência de notícias oficial do grupo, a Amaq, relatou que dois de seus “soldados” realizaram o ataque.

“Fomos colocados em teste novamente”, disse Hollande. “A ameaça continua muito alta”.

O episódio é o mais recente em uma série de ataques mortais na Europa. 

Na França, esse ataque na região da Normandia acontece 12 dias após o tunisiano de 31 anos Mohamed Lahouaiej Bouhlel ter atropelado com um caminhão pessoas que comemoravam um feriado na cidade de Nice, na Riviera Francesa, matando 84 pessoas. O Estado Islâmico reivindicou o ataque.

Os homens, armados com facas, iniciaram o ataque ao tomarem cinco pessoas como reféns dentro de uma igreja na cidade de Saint-Étienne-du-Rouvray, ao sul de Rouen, na Normandia. 

O porta-voz do Ministério do Interior confirmou que um dos reféns havia sido morto e outro estava em estado crítico. 

Ainda não havia detalhes imediatos sobre a identidade ou motivos dos dois agressores, mas a investigação foi entregue à unidade antiterrorista do gabinete da promotoria de Paris.

Uma fonte policial disse que, aparentemente, o padre teve sua garganta cortada. O Vaticano condenou o ato e disse que foi um “assassinato bárbaro”.

“Em certo ponto, os dois agressores saíram da igreja e foi aí que foram mortos pela força de elite BRI”, disse o porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet, à rádio France Info, referindo-se ao grupo de forças especiais da polícia francesa. 

O primeiro-ministro Manuel Valls classificou o ataque como “bárbaro” e disse que foi um golpe contra todos os católicos e toda a França.  “Nós ainda estamos juntos”, disse Valls no Twitter. 

Reportagem adicional de Michel Rose

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