17 de Agosto de 2016 / às 23:37 / um ano atrás

Serra descarta problema diplomático com Uruguai após conversa com chanceler

SÃO PAULO (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores, José Serra, descartou nesta quarta-feira qualquer problema diplomático com o Uruguai, após divulgação de declarações atribuídas ao chanceler do país vizinho de suposta interferência do governo brasileiro para impedir a posse da Venezuela na presidência rotativa do Mercosul.

Serra, durante evento no Itamaraty 25/7/2016 REUTERS/Henry Romero

“Recebi um telefonema do ministro uruguaio das Relações Exteriores (Rodolfo Nin Novoa) e a questão foi esclarecida. Não há mais nenhum problema no nosso trabalho com o Uruguai”, disse Serra a jornalistas.

Na terça-feira, o Itamaraty chamou para consulta o embaixador uruguaio em Brasília, Carlos Amorin Tenconi, para explicar os supostos comentários de Nin Novoa, que teria alegado interferência do Brasil para evitar que a Venezuela assumisse a presidência temporária do bloco.

Na ocasião, o governo brasileiro disse ter recebido “com profundo descontentamento e surpresa” as declarações atribuídas ao chanceler uruguaio.

Após reunião com membros da oposição venezuelana nesta quarta-feira, no Itamaraty, Serra declarou que a situação com o Uruguai foi esclarecida em conversa com o ministro Nin Novoa.

“Ele (Nin Novoa) considera que houve um mal-entendido, um equívoco da parte deles”, explicou Serra, sem dar mais detalhes.

O chanceler brasileiro reafirmou posicionamento anterior do Ministério das Relações Exteriores de que a Venezuela não teria condições de assumir a presidência rotativa do Mercosul, por um período de seis meses, por não ter cumprido os pré-requisitos necessários para a entrada no bloco.

“A Venezuela não cumpriu nenhum dos pré-requisitos. Foi dado um período de 4 anos para que cumprisse. E não cumpriu. Entre eles, (questões de) direitos humanos e democracia. A Venezuela não tem condições de dirigir o Mercosul durante um período”, disse.

Serra concluiu dizendo que o governo brasileiro trabalha para encontrar uma fórmula para administrar o bloco até janeiro, quando a Argentina assume a presidência do bloco.

Por Natália Scalzaretto

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