18 de Agosto de 2016 / às 18:57 / um ano atrás

Brasil conquista medalha de ouro na vela com Martine Grael e Kahena Kunze

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram nesta quinta-feira medalha de ouro na classe 49er FX da vela nos Jogos do Rio de Janeiro, a única da modalidade na Olimpíada de 2016.

Martine Grael e Kahena Kunze comemoram medalha de ouro na Rio 2016. 18/08/2016 REUTERS/Benoit Tessier

Essa é a 18ª medalha olímpica da vela brasileira, que tem tradição na conquista de pódios nos Jogos, mas que até agora havia passado em branco, até mesmo com o cinco vezes medalhista Robert Scheidt.

Martine e Kahena conquistam o ouro na Baía de Guanabara, local familiar para elas, pois costumam treinar lá.

“Todos os meus amigos aqui. A equipe brasileira velejou muito bem... Meu sonho é ser melhor velejadora em todas as condições”, declarou Martine Grael.

Martine é filha do ex-velejador e medalhista olímpico Torben Grael, que estava eufórico com mais uma conquista da família. “A filha é muito mais emocionante, é para matar do coração”, disse ele.

Torben conquistou quatro medalhas na classe Star --ouro em Atenas-2004 e Atlanta-1996 e bronze em Seul-1988 e Sydney-2000-- e uma prata na classe Soling, em Los Angeles-1984.

Eles se tornaram o quarto caso de pai-filha a ganhar medalha de ouro, depois de Reiner e Ingrid Klimke no hipismo, Carsten e Natascha Keller no hóquei e Yoshikatsu e Saori Yoshida na luta olímpica.

Com o ouro de Martine e Kahena, que venceram a prova decisiva da ´medal race´, o Brasil subiu para 14 medalhas na Rio 2016, sendo quatro de ouro.

As brasileiras tinham conquistas importantes na carreira e estavam entre as cotadas para subir ao pódio. Martine e Kahena foram campeãs mundiais em 2014 e vice em 2013 e 2015. Elas foram também bicampeãs do evento-teste para os Jogos Olímpicos do Rio em 2014 e 2015.

A prata na classe 49er FX foi para a Nova Zelândia e o bronze para a Dinamarca.

O barco das brasileiras era um dos três líderes da classe antes do início da regata final. Com uma estratégia perfeita, elas passaram em terceiro lugar nas três primeiras boias, assumiram a liderança na parte final, se defenderam dos ataques de rivais e cruzaram a linha de chegada na frente.

“Só vimos que deu mesmo quando cruzamos a linha. Tudo pode acontecer. Quando cruzamos na frente, vimos que era a oportunidade”, disse Martine.

Por Tatiana Ramil

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