21 de Agosto de 2016 / às 20:32 / um ano atrás

Polícia do Rio apreende passaportes em operação sobre ingressos contra dirigentes da Irlanda

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A polícia do Rio de Janeiro realizou uma operação contra dirigentes olímpicos da Irlanda no último dia dos Jogos de 2016, neste domingo, apreendendo passaportes, computadores, celulares e ingressos não utilizados em meio a uma investigação sobre um suposto esquema ilegal de venda de ingressos.

As buscas, em quartos de hotéis e escritórios do Rio, têm relação com a prisão na semana passada de Patrick Hickey, chefe do Comitê Olímpico da Irlanda (OCI) e membro do Comitê Olímpico Internacional (COI). O dirigente de 71 anos está detido em uma prisão do Rio.

O presidente interino Comitê Olímpico da Irlanda, Willie O’Brien, está entre as seis pessoas que tiveram seus passaportes apreendidos, segundo uma fonte policial. Outros que também estão com passaportes confiscados são o diretor-executivo do OCI Stephen Martin, o secretário-geral Dermot Henihan e o tesoureiro Kevin Kilty, acrescentou a fonte.

O Comitê Olímpico da Irlanda afirmou que a polícia encontrou alguns de seus funcionários durante as inspeções e pediu a eles que comparecessem à delegacia para interrogatório na terça-feira. Nenhum deles foi detido, de acordo com o comitê.

“O OCI tinha em seus escritórios um lote de ingressos não utilizados que havia ficado à disposição de familiares e amigos de atletas”, disse o comitê.

“A polícia também tomou posse desses ingressos.”

A Polícia Civil disse em nota que estava realizando no domingo diligências, “em prosseguimento às investigações sobre o esquema internacional de cambismo”, que vão até terça-feira, e que não daria mais informações.

A polícia alega que Hickey tem seu nome ligado ao esquema que envolve ainda a empresa de revenda oficial de ingressos da Irlanda, a PRO10 Sports Management, sediada em Dublin, e uma empresa de entretenimento esportivo, a THG Sports.

A acusação é de que a PRO10 repassava ingressos para a THG Sports, que os revendia ilegalmente a preços inflados. O diretor da THG Sports, Kevin Mallon, foi preso neste mês no Brasil.

A PRO10 e a THG negaram quaisquer irregularidades. O advogado de Hickey em Dublin não respondeu à Reuters por email.

A polícia afirma ter confiscado mais de 1.000 ingressos da THG Sports, que não é uma revendora oficial de bilhetes, e a Justiça determinou a prisão de quatro outros executivos da THG sob acusações de venda fraudulenta de ingressos da Olimpíada.

A THG disse que os ingressos apreendidos estavam com a empresa de forma legal, e em nome da revendedora oficial, a PRO10.

Hickey deve comparecer perante um juiz na terça-feira, disse o COI neste domingo.

Com reportagem adicional de Karolos Grohmann, Rodrigo Viga Gaier e Pedro Fonseca

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