25 de Agosto de 2016 / às 13:02 / em um ano

Senado inicia julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff

BRASÍLIA (Reuters) - O Senado iniciou na manhã desta quinta-feira o julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Presidente afastada Dilma Rousseff durante evento em Brasília. 24/08/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino

A votação que definirá se Dilma será definitivamente afastada do cargo, no entanto, só vai ocorrer no fim do julgamento, provavelmente na madrugada da próxima quarta-feira.

Ao abrir a sessão nesta manhã, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que preside o julgamento, afirmou que os senadores passam a partir desta quinta-feira à condição de “verdadeiros juízes”.

Como juízes, disse Lewandowski, os senadores devem deixar de lado “o tanto quanto possível suas opções ideológicas, preferências políticas e inclinações pessoais”.

Ao citar as regras que norteiam o comportamento de magistrados, o que inclui a utilização de “linguagem escorreita, polida e respeitosa”, o presidente do STF pediu a “máxima isenção e objetividade” para o julgamento de Dilma.

A etapa desta quinta-feira será dedicada inicialmente a questões de ordem a serem apresentadas pelos senadores. A partir daí os senadores passarão à oitiva de indicados como testemunhas pela defesa e pela acusação. Os depoimentos de testemunhas também ocorrerão na sexta-feira, podendo se estender até a madrugada do sábado.

Parlamentares governistas têm se organizado para que poucos utilizem o microfone, justamente para acelerar o processo.

Na segunda-feira da próxima semana, será a vez de a própria Dilma prestar seu depoimento, ocasião em que poderá ser interrogada por Lewandowski, pela acusação, pela defesa, e ainda pelos senadores.

Afastada desde maio, Dilma é acusada de crime de responsabilidade por atrasos de repasses do Tesouro Nacional ao Banco do Brasil no âmbito do Plano Safra e pela edição de decretos com créditos suplementares sem autorização do Congresso.

A defesa da petista tem reiterado que os repasses não constituem operação de crédito, o que seria vedado pela legislação, e que não há ato doloso da presidente que configure um crime de responsabilidade.

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