26 de Agosto de 2016 / às 13:57 / um ano atrás

Aliados de Dilma abrem mão de testemunha e contestam posição de ex-auditor do TCU

BRASÍLIA (Reuters) - A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), uma das mais aguerridas defensoras da presidente afastada Dilma Rousseff, pediu nesta sexta-feira a desqualificação da segunda testemunha convocada pela acusação, enquanto o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, decidiu retirar uma das testemunhas convocadas pela defesa e solicitar que outra seja ouvida como informante.

Senador Antonio Anastasia conversa com ex-ministro José Eduardo Cardozo, advogado da presidente afastada Dilma Rousseff. 26/08/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino

A senadora petista pediu que o ex-auditor federal de Controle Externo do TCU Antonio Carlos Costa D’Ávila seja rebaixado à condição de informante por ter admitido, ao responder uma pergunta do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) na quinta-feira, que auxiliou o procurador junto ao TCU Júlio Marcelo de Oliveira a redigir peça sobre as pedaladas fiscais do governo Dilma.[nL1N1B70A7]

A tese jurídica serviu de base para a rejeição das contas da presidente no Tribunal de Contas da União (TCU) e também para o pedido de impeachment da presidente afastada.

Na véspera, aliados de Dilma conseguiram desqualificar Oliveira como testemunha, que depôs na condição de informante por ter participado de ato pela rejeição das contas de Dilma, o que seria vedado a integrantes do Ministério Público.

Ao corroborar o pedido de Gleisi, Cardozo aproveitou para informar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do julgamento do impeachment, Ricardo Lewandowski, que iria retirar o depoimento da ex-secretária de Orçamento Federal Esther Dweck, atualmente professora-adjunta do Instituto de Economia da UFRJ.

Como Esther foi solicitada para atuar na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, sob a presidência da senadora petista, a jurista Janaína Paschoal, da acusação, já tinha contestado sua presença como testemunha.

Gleisi confirmou o convite a Esther, mas afirmou que a professora ainda não foi liberada para assessorar a comissão. A senadora rebateu ainda insinuações de que estaria “aliciando” uma testemunha.

O advogado de Dilma também solicitou que o professor da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e presidente da Sociedade Brasileira de Direito Tributário, Ricardo Lodi, seja ouvido na condição de informante e não mais como testemunha.

Lewandowski ainda irá se pronunciar tanto sobre Dávila, quanto sobre as testemunhas da defesa.

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