26 de Agosto de 2016 / às 16:41 / em um ano

Turquia não sinaliza fim de incursão na Síria; caminhão-bomba mata 11 policiais

Veículo militar turco na fronteira da Turquia com a Síria. 26/08/2016 REUTERS/Umit Bektas

ISTAMBUL/KARKAMIS, Turquia (Reuters) - As forças da Turquia irão permanecer na Síria pelo tempo que for necessário para livrar a fronteira de homens do Estado Islâmico e de outros militantes, disse o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, nesta sexta-feira, depois que um caminhão-bomba de insurgentes curdos matou ao menos 11 policiais.

O ataque suicida no quartel da polícia de uma província que faz fronteira com a Síria e o Iraque aconteceu dois dias depois de a Turquia iniciar sua primeira grande incursão militar em solo sírio, uma operação que visa expulsar o Estado Islâmico da área da divisa e impedir milícias curdas de ocupar territórios.

A Turquia, que integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e faz parte da coalizão dos Estados Unidos contra o Estado Islâmico, sofreu neste ano uma série de ataques letais com bomba que atribui a radicais islâmicos.

Mas Ancara também teme que as milícias curdas presentes na Síria capturem uma porção de território na divisa e encoraje insurgentes curdos em próprio solo turco.

O presidente turco, Tayyip Erdogan, afirmou que o ataque suicida na província de Sirnak irá aumentar a determinação da Turquia no combate a grupos terroristas em casa e no exterior.

Yildirim disse não haver dúvida de que o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que mantém uma insurgência viva há três décadas para obter autonomia para os curdos, é o responsável.

“Desde o início estamos defendendo a integridade territorial da Turquia. Também estamos defendendo a integridade territorial da Síria. O objetivo destas organizações terroristas... é formar um Estado nestes países... eles jamais terão sucesso”, disse Yildirim durante uma coletiva de imprensa em Istambul.

“Continuaremos nossas operações (na Síria) até garantirmos plenamente a segurança das vidas e das propriedades de nossos cidadãos e a segurança de nossa fronteira. Continuaremos até o Daesh (Estado Islâmico) e outros elementos terroristas serem eliminados”.

Após sua fala, o PKK assumiu a autoria do ataque à sede da polícia, de acordo com um site filiado ao grupo.

A Síria repudiou a operação turca, apelidada de “Operação Escudo do Eufrates”, dizendo ser uma violação de sua soberania. Forças especiais, tanques e aviões de guerra da Turquia lançaram a incursão em apoio aos rebeldes sírios, em sua maioria árabes e turcos, que tomaram a cidade fronteiriça de Jarablus do Estado Islâmico rapidamente na quarta-feira.

Veículos militares turcos entraram e saíram da Síria nesta sexta-feira, segundo testemunhas da Reuters, incluindo uma máquina de construção que ajudou a aplainar o caminho para um tanque. Explosões controladas ressoaram perto da fronteira de Karkamis enquanto forças de segurança turcas removiam minas e armadilhas com explosivos deixadas pelo Estado Islâmico.

Reportagem adicional de Asli Kandemir, David Dolan, Can Sezer, Cagan Uslu, Edmund Blair em Istambul; Dasha Afanasieva e Orhan Coskun em Ancara; Lisa Barrington e Tom Perry em Beirute

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