2 de Setembro de 2016 / às 11:57 / em um ano

Premiê da Escócia anuncia nova ofensiva por independência após Brexit

Primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon. 02/09/2016 REUTERS/Russell Cheyne

STIRLING, Escócia (Reuters) - A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, lançou uma nova campanha pela independência nesta sexta-feira e fez um apelo a seus apoiadores por união em torno do “maior exercício de consulta política da história do país” para medir o apetite público por um novo referendo.

Dois anos depois de os escoceses rejeitarem a separação por uma margem de 10 pontos percentuais, Sturgeon disse a seu Partido Nacional Escocês (SNP) que a votação do Reino Unido pela desfiliação da União Europeia, o chamado Brexit, mudou radicalmente o debate.

“Testemunhamos mudanças sísmicas que terão um impacto profundo sobre nossa ambição para este país”, disse Sturgeon em uma reunião do SNP na cidade de Stirling. “O Reino Unido que existia antes de 23 de junho mudou fundamentalmente”, afirmou.

A perspectiva de um período longo de governo conservador em Westminster --atualmente o Partido Trabalhista, a principal legenda opositora, está mergulhado em uma disputa interna acirrada pela liderança e bem atrás do governista Partido Conservador nas pesquisas de opinião de voto-- torna necessário realizar um novo debate sobre o futuro da Escócia.

“Para garantir que a voz de todos da Escócia seja ouvida nestes tempos mudados, hoje estou iniciando o maior exercício de escuta política da história do país”, disse a premiê. “O debate precisa incluir um exame da independência”.

A Escócia se dividiu em 62 por cento contrários e 38 por cento favoráveis ao rompimento com a UE no referendo de 23 de junho, o que a fez se chocar com o Reino Unido como um todo, que decidiu pela desfiliação. O SNP diz que a filiação ao bloco foi um fator essencial na decisão dos eleitores escoceses de continuar como parte do Reino Unido.

O SNP irá mobilizar seu 120 mil membros para indagar os eleitores de porta em porta sobre sua opinião e sobre o que poderia ser feito de maneira diferente para se vencer uma futura votação sobre a independência. Uma área que preocupou o eleitorado no referendo de 2014 foi o estado da economia e que moeda uma Escócia independente deveria usar.

Dados oficiais divulgados pelo governo escocês em agosto mostraram que o crescente deficit fiscal da nação chegou a 9,5 por cento, mais que o dobro do Reino Unido em geral, devido ao preço baixo do petróleo. Isso tornaria um ajuste das contas difícil sem medidas de austeridade impopulares às quais o SNP se opõe.

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