6 de Setembro de 2016 / às 15:07 / em um ano

OMS reforça orientações de segurança sexual para quem esteve em áreas com Zika

Mosquito Aedes aegypti visto em labotarório no Panamá. 04/02/2016 REUTERS/Carlos Jasso

GENEBRA (Reuters) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta terça-feira que homens e mulheres que voltarem de áreas onde há transmissão ativa do Zika vírus devem praticar sexo seguro ou manter uma abstinência por seis meses, independentemente se estão tentando engravidar ou não e se exibem ou não sintomas.

A orientação é uma mudança em relação ao que havia sido recomendado provisoriamente em 7 de junho, que fazia referência apenas a homens e que estabelecia um período menor, de pelo menos oito semanas.

A OMS informou que as novas orientações têm como base novas evidências de transmissão do Zika de homens assintomáticos para parceiras mulheres e de uma mulher sintomática para seu parceiro homem, assim como evidências que o Zika permanece no sêmen por mais tempo do que se imaginava.

Infecções do Zika em mulheres grávidas podem causar microcefalia, uma má-formação congênita que resulta em cabeças menores que o normal em bebês, assim como outras anormalidades cerebrais. A relação entre Zika e microcefalia foi descoberta no Brasil e desde então foram confirmados mais de 1.800 casos de microcefalia no país.

Em adultos, infecções do Zika também foram ligadas a uma rara síndrome neurológica conhecida como Guillain-Barré, assim como outras desordens neurológicas.

Transmissões sexuais do Zika foram relatadas em 11 países até 26 de agosto, principalmente por penetração vaginal. Houve um caso documentado de um homem que foi infectado pelo vírus por sexo anal em fevereiro de 2016 e suspeitas de transmissão por sexo oral em abril.

Embora um homem tenha descoberto Zika em seu sêmen 188 dias após o início dos sintomas, o maior período que o vírus conseguiu continuar infeccioso foi 24 dias, e a OMS disse que a recomendação de seis meses era conservadora.

Em outro infectado pelo Zika, a concentração do vírus em seu sêmen foi 100 mil vezes maior que em seu sangue 14 dias depois do diagnóstico.

Evidências da persistência do vírus no sêmen e impacto em transmissão sexual continua limitado e as orientações serão atualizadas quando houver mais informações, informou a OMS.

Reportagem de Tom Miles; Reportagem adicional de Stephanie Nebehay

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