September 20, 2016 / 3:12 PM / in 2 years

Na ONU, Temer fala de compromisso inegociável com democracia e que impeachment foi constitucional

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O presidente Michel Temer usou seu discurso na abertura da Assembleia-Geral da ONU, nesta terça-feira, para afirmar que o processo de impeachment de Dilma Rousseff ocorreu “dentro do mais absoluto respeito constitucional” e que o país tem “compromisso inegociável com a democracia”.

Presidente Michel Temer durante discurso na Assembleia-Geral da ONU. 20/09/2016 REUTERS/Carlo Allegri

“O fato de termos dado esse exemplo ao mundo verifica que não há democracia sem Estado de direito, sem que se aplique a todos, inclusive aos mais poderosos. É o que o Brasil mostra ao mundo”, disse Temer, que assumiu a Presidência efetivamente no final de agosto.

“Temos um Judiciário independente, um Ministério Público atuante, e órgãos do Executivo e do Legislativo que cumprem seu dever”, afirmou o presidente. “Não prevalecem vontades isoladas, mas a força das instituições, sob o olhar atento de uma sociedade plural e de uma imprensa inteiramente livre.”

Para Temer, o país precisa agora retomar o crescimento econômico e a geração de empregos. “Temos clareza sobre o caminho a seguir: o caminho da responsabilidade fiscal e da responsabilidade social.”

O presidente aproveitou para reforçar a posição brasileira contra o protecionismo.

“Muitos cedem à resposta fácil do protecionismo. Não nos podemos encolher diante desse mundo”, disse. Ao contrário, temos de nos unir para transformá-lo. Transformá-lo pela diplomacia, uma diplomacia equilibrada, mas firme, sóbria, mas determinada, uma diplomacia com pés no chão, mas com sede de mudança”, disse.

“É urgente impedir que medidas sanitárias e fitossanitárias continuem a ser utilizadas para fins protecionistas. É urgente disciplinar subsídios e outras políticas distorcivas de apoio doméstico no setor agrícola.”

Nesse quadro, Temer também falou da importância das parcerias para o desenvolvimento do Brasil, tanto em investimento, como em comércio e ciência e tecnologia. “Nossas relações com países de todos os continentes serão, aqui, decisivas.”

UMA ONU DE RESULTADOS

No campo diplomático, Temer manteve a defesa brasileira por uma reforma do Conselho de Segurança d Organização das Nações Unidas e pediu uma atuação mais efetiva da ONU nos problemas mundiais.

“Queremos uma ONU de resultados, capaz de enfrentar os grandes desafios do nosso tempo. Nossos debates e negociações não podem confinar-se a estas salas e corredores”, disse. “As Nações Unidas não podem resumir-se a um posto de observação e condenação dos flagelos mundiais, devem afirmar-se como fonte de soluções efetivas”, afirmou.

“O Brasil vem alertando, há décadas, que é fundamental tornar mais representativas as estruturas de governança global, muitas delas envelhecidas e desconectadas da realidade. Há que reformar o Conselho de Segurança da ONU.”

Por Hugh Bronstein e Alexandre Caverni

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