4 de Outubro de 2016 / às 11:27 / em um ano

PF investiga financiamento ilegal de campanhas na BA e fraudes no Ministério das Cidades

(Reuters) - A Polícia Federal deflagrou operação nesta terça-feira para cumprir 16 mandados de busca e apreensão como parte de investigações sobre um grupo suspeito de prática ilegal de financiamento de campanhas políticas na Bahia e de cometer fraudes em licitações em contratos do Ministério das Cidades.

Carro da Polícia Federal no Rio de Janeiro. 28/07/2015 REUTERS/Sergio Moraes

Segundo uma fonte da PF, há mandados de busca e apreensão a serem cumpridos na sede do PT em Salvador, na empreiteira OAS, na agência de comunicação Propeg, fundada na Bahia, e na residência do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte. O governador do Estado, Rui Costa, é do PT.

Em comunicado, a Polícia Federal informou que a chamada operação Hidra de Lerna deriva de acordos de delação premiada fechados no âmbito da operação Acrônimo, e que os mandados judiciais foram deferidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma vez que há investigados com foro privilegiado.

A Acrônimo, por sua vez, investiga suspeita de desvio de recursos públicos para a campanha de 2014 do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, também do PT, que foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

De acordo com a Polícia Federal, a ação deflagrada nesta terça-feira envolve uma empreiteira, que não foi identificada no comunicado.

“Em uma das linhas de investigação a suspeita da PF é que os esquemas investigados realizassem triangulações com o objetivo de financiar ilegalmente campanhas eleitorais, para isso a empreiteira sob investigação contratava de maneira fictícia empresas do ramo de comunicação especializadas na realização de campanhas políticas, remunerando serviços prestados a partidos políticos e não à empresa do ramo de construção civil”, afirmou a PF em comunicado.

“Em outra direção a PF pretende investigar a ocorrência de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades”, acrescentou.

O nome Hidra de Lerna foi escolhido, de acordo com a PF, em referência à figura monstruosa da mitologia helênica que, ao ter a cabeça cortada, ressurge com duas cabeças. “A operação Acrônimo, ao chegar a um dos líderes de uma organização criminosa, se deparou com uma investigação que se desdobra e exige a abertura de dois novos inquéritos”, disse a PF.

Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro

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