13 de Outubro de 2016 / às 18:52 / em um ano

Moro condena ex-senador Gim Argello a 19 anos de prisão

BRASÍLIA (Reuters) - O juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, condenou o ex-senador Gim Argello pelo Distrito Federal a 19 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução à investigação de organização criminosa.

O ex-senador Gim Argello (no centro) é escoltado por policiais federais em Curitiba, no Brasil 13/04/2016 REUTERS/Rodolfo Buhrer

Na sentença divulgada nesta quinta-feira, Moro condena o ex-senador, que estava filiado ao PTB na ocasião, por solicitar vantagem indevida de empreiteiras envolvidas em esquema de corrupção da Petrobras, em troca de evitar a convocação de seus dirigentes para depoimento da CPI que apurava ilegalidades na estatal.

“Durante o ano de 2014 crescia a preocupação da sociedade com as revelações do esquema criminoso da Petrobrás, o que levou à constituição da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobrás. O condenado, ao invés de cumprir com seu dever, aproveitou o poder e oportunidade para enriquecer ilicitamente, dando continuidade a um ciclo criminoso”, diz o juiz na sentença.

”A prática de crimes por parlamentares, gestores da lei, é

especialmente reprovável, mas ainda mais diante de traição tão básica de seus deveres públicos e em um cenário de crescente preocupação com os crimes contra Petrobrás. Quanto maior a responsabilidade, maior a culpa, e não há responsabilidade maior do que a de um legislador.”

O ex-senador, que era vice-presidente da CPI da Petrobras, foi preso em abril pela Polícia Federal na 28ª fase da Lava Jato, intitulada operação Vitória de Pirro, acusado de ter atuado para evitar a convocação dos executivos para prestar depoimento a CPIs no Congresso em troca de pagamentos a partidos políticos.[nL2N17F0QW]

Na sentença, Moro também condena pelos crimes de corrupção, lavagem e obstrução às investigações o ex-presidente da construtora OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro (pena de 8 anos e 2 meses), e o empreiteiro Ricardo Pessoa (pena de 10 anos e 6 meses), da UTC.

Reportagem de Maria Carolina Marcello; Edição de Alexandre Caverni

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