25 de Outubro de 2016 / às 17:32 / em um ano

Capitão do tri, Carlos Alberto Torres morre aos 72 anos

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O capitão da seleção brasileira de futebol na conquista do tricampeonato mundial, Carlos Alberto Torres, morreu aos 72 anos no Rio de Janeiro, nesta terça-feira, após sofrer um infarto.

Carlos Alberto Torres com a taça da Copa do Mundo em evento no Rio de Janeiro. 21/11/2010 REUTERS/Bruno Domingos

Autor de um dos gols mais lembrados de todas as Copas do Mundo, Carlos Alberto iniciou a carreira no Fluminense e jogou também no Santos, Botafogo, Flamengo e no Cosmos, de Nova York.

Em um time com nomes como Pelé, Rivellino, Tostão e Jairzinho, no Mundial de 1970, Carlos Alberto, na época com 25 anos, se tornou o capitão entre jogadores acostumados a serem capitães em seus clubes.

Em comunicado, Pelé lamentou a morte de Carlos Alberto e lembrou dos êxitos da dupla.

“Fico triste com a morte do meu amigo irmão Carlos Alberto, nosso querido ‘Capita’, lembrando dos tempos que estivemos juntos no Santos, na seleção brasileira e no Cosmos, formando uma parceria vencedora”, disse. “Fomos campeões no Santos, na seleção e no Cosmos.”

O lateral-direito marcou o quarto gol do Brasil na vitória por 4 x 1 sobre a Itália no Estádio Azteca, no México, em um lance que envolveu oito jogadores, pouco antes de levantar a taça Jules Rimet no terceiro título mundial do Brasil.

Após roubada de bola de Tostão, a bola foi pra Piazza, que tocou para Gerson, que, por sua vez, tabelou rapidamente com Pelé e deu a bola para Clodoaldo. O time vencia por 3 x 1 e estava passando a bola, sem pressa, para deixar o relógio seguir.

Em jogada genial de Clodoaldo, que driblou vários adversários, a bola seguiu para Rivellino, que tocou para Jairzinho e então para Pelé. Em vídeos, é possível ver Carlos Alberto correndo, já imaginando que Pelé iria tocar a bola. Carlos Alberto então recebeu a bola de Pelé para chutar a 11 metros do gol.

“Ninguém fala sobre os gols do Pelé, o primeiro gol, o segundo gol”, disse Carlos Alberto em entrevista à BBC anos depois. “É sempre sobre o quarto gol. Acho que foi o melhor gol já marcado em uma Copa do Mundo.”

Carlos Alberto teve passagens também como treinador pelo Flamengo, Botafogo e Fluminense, entre outros. Atualmente trabalhava como comentarista esportivo na emissora SporTV.

“É com profundo pesar que o Botafogo lamenta a morte do ídolo Carlos Alberto Torres”, afirmou o clube em nota, uma das primeiras a ser divulgada após a informação da morte do ex-jogador. “Capita, como conhecido carinhosamente, marcou o seu nome na história do clube.”

No Santos, Torres disputou 445 partidas e marcou 40 gols entre 1965 e 1975, “e é considerado o melhor lateral-direito da história do Alvinegro Praiano”, disse o clube paulista.

Chamado pela Fifa em seu site de “líder nato” e “estrela”, a morte do ex-jogador repercutiu pelo mundo, com o jornal inglês “Mirror” publicando a manchete em seu site: “Carlos Alberto morreu. O lendário brasileiro capitão da Copa do Mundo morre, aos 72 anos”.

O jornal francês “L‘Equipe” lembrou do gol histórico, marcado após passe de Pelé, na partida contra a Itália e considerado um dos mais bonitos da história.

Em publicação no Twitter, o presidente Michel Temer descreveu Carlos Alberto Torres como líder.

“Carlos Alberto Torres foi exemplo de garra e liderança. Lamento a morte do capitão do tricampeonato mundial conquistado pelo Brasil”, disse.O capitão da seleção brasileira de futebol na conquista do tricampeonato mundial, Carlos Alberto Torres, morreu aos 72 anos no Rio de Janeiro, nesta terça-feira, após sofrer um infarto.

Autor de um dos gols mais lembrados de todas as Copas do Mundo, Carlos Alberto iniciou a carreira no Fluminense e jogou também no Santos, Botafogo, Flamengo e no Cosmos, de Nova York.

Em um time com nomes como Pelé, Rivellino, Tostão e Jairzinho, no Mundial de 1970, Carlos Alberto, na época com 25 anos, se tornou o capitão entre jogadores acostumados a serem capitães em seus clubes.

Em comunicado, Pelé lamentou a morte de Carlos Alberto e lembrou dos êxitos da dupla.

“Fico triste com a morte do meu amigo irmão Carlos Alberto, nosso querido ‘Capita’, lembrando dos tempos que estivemos juntos no Santos, na seleção brasileira e no Cosmos, formando uma parceria vencedora”, disse. “Fomos campeões no Santos, na seleção e no Cosmos.”

O lateral-direito marcou o quarto gol do Brasil na vitória por 4 x 1 sobre a Itália no Estádio Azteca, no México, em um lance que envolveu oito jogadores, pouco antes de levantar a taça Jules Rimet no terceiro título mundial do Brasil.

Após roubada de bola de Tostão, a bola foi pra Piazza, que tocou para Gerson, que, por sua vez, tabelou rapidamente com Pelé e deu a bola para Clodoaldo. O time vencia por 3 x 1 e estava passando a bola, sem pressa, para deixar o relógio seguir.

Em jogada genial de Clodoaldo, que driblou vários adversários, a bola seguiu para Rivellino, que tocou para Jairzinho e então para Pelé. Em vídeos, é possível ver Carlos Alberto correndo, já imaginando que Pelé iria tocar a bola. Carlos Alberto então recebeu a bola de Pelé para chutar a 11 metros do gol.

“Ninguém fala sobre os gols do Pelé, o primeiro gol, o segundo gol”, disse Carlos Alberto em entrevista à BBC anos depois. “É sempre sobre o quarto gol. Acho que foi o melhor gol já marcado em uma Copa do Mundo.”

Carlos Alberto teve passagens também como treinador pelo Flamengo, Botafogo e Fluminense, entre outros. Atualmente trabalhava como comentarista esportivo na emissora SporTV.

“É com profundo pesar que o Botafogo lamenta a morte do ídolo Carlos Alberto Torres”, afirmou o clube em nota, uma das primeiras a ser divulgada após a informação da morte do ex-jogador. “Capita, como conhecido carinhosamente, marcou o seu nome na história do clube.”

No Santos, Torres disputou 445 partidas e marcou 40 gols entre 1965 e 1975, “e é considerado o melhor lateral-direito da história do Alvinegro Praiano”, disse o clube paulista.

Chamado pela Fifa em seu site de “líder nato” e “estrela”, a morte do ex-jogador repercutiu pelo mundo, com o jornal inglês “Mirror” publicando a manchete em seu site: “Carlos Alberto morreu. O lendário brasileiro capitão da Copa do Mundo morre, aos 72 anos”.

O jornal francês “L‘Equipe” lembrou do gol histórico, marcado após passe de Pelé, na partida contra a Itália e considerado um dos mais bonitos da história.

Em publicação no Twitter, o presidente Michel Temer descreveu Carlos Alberto Torres como líder.

“Carlos Alberto Torres foi exemplo de garra e liderança. Lamento a morte do capitão do tricampeonato mundial conquistado pelo Brasil”, disse.

Por Caio Saad, com reportagem adicional de Andrew Downie e Rodrigo Viga Gaier

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