October 27, 2016 / 11:07 AM / 2 years ago

Sanofi faz parceria com Fiocruz para acelerar produção de vacina para Zika

Por Ben Hirschler

Larvas do mosquito Aedes aegypti vistos em laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 27/01/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino

(Reuters) - A empresa farmacêutica francesa Sanofi  fechou um acordo de colaboração com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para acelerar o desenvolvimento de uma vacina para o Zika, consolidando sua posição na corrida para derrotar o vírus.

O acordo com a Fiocruz vem na esteira de uma parceria entre a Sanofi e um instituto de pesquisa do Exército dos Estados Unidos acertado em julho que deu à farmacêutica acesso a uma das vacinas em estágio de desenvolvimento mais avançado.

A Sanofi informou nesta quinta-feira que agora as três organizações de pesquisa irão trabalhar juntas para “aumentar a probabilidade de desenvolver com sucesso e licenciar o mais rápido possível uma vacina segura e eficaz para o Zika”.

A companhia francesa saiu na frente das grandes farmacêuticas na pesquisa para uma vacina anti-Zika, reflexo de sua perícia no desenvolvimento de vacinas contra os chamados flavivírus, como febre amarela, dengue e encefalite japonesa.

Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma emergência de saúde global por causa da aparente conexão entre o Zika e a microcefalia, uma má-formação craniana, o que galvanizou os esforços para apressar a criação de uma vacina.

Se tudo correr bem, alguns especialistas acreditam que uma vacina pode chegar ao mercado em até dois anos.

“Faz todo o sentido para o bem da saúde pública que combinemos nossa perícia e nossos recursos sobre o Zika com a Fiocruz, e é ideal que ela esteja sediada no Brasil, onde se localiza o cerne da atual experiência de Zika”, disse John Shiver, vice-presidente sênior de pesquisa da unidade de vacinas da Sanofi.

Os cientistas da Fiocruz devem ajudar em áreas como estudos pré-clínicos e clínicos, assim como no desenvolvimento do processo de vacinas e em outras questões técnicas.

Ainda que os surtos atuais na América Latina e no Caribe tenham terminado quando a vacina estiver pronta para uso, as pessoas que moram nestas regiões devem querer se proteger contra novas epidemias de Zika.

Dezenas de milhões de viajantes dos EUA e de outras nações ricas também poderiam se vacinar antes de visitar áreas de risco.

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