May 26, 2018 / 6:04 PM / in 2 months

Jatos de combate chineses completam pousos noturnos em porta-aviões

XANGAI (Reuters) - Os pilotos de caça chineses realizaram pousos noturnas no primeiro porta-aviões do país, informou no sábado o jornal oficial China Daily, na mais recente manifestação de força militar em meio aos esforços de Pequim para modernizar suas forças armadas.

Pilotos que voavam em aviões J-15 pousaram à noite no Liaoning, disse o jornal oficial, citando um vídeo postado pela marinha chinesa. A publicação disse que esta foi uma manobra complexa que marcou um “enorme salto para ganhar capacidade de combate completa”.

A China tem planos ambiciosos para reformar suas forças armadas enquanto aumenta sua presença no disputado Mar do Sul da China e em torno da autônoma Taiwan, uma ilha que a China considera como sua.

O jornal oficial do Exército Popular de Libertação também disse no sábado que os caças chineses realizaram recentemente simulações de combate no Mar do Sul da China.

A China tem aumentado os exercícios militares navais em meio a crescentes tensões com Taiwan. No mês passado, o presidente Xi Jinping presidiu a maior demonstração militar da marinha já realizada, com 76 caças e uma flotilha de 48 navios de guerra e submarinos.

O primeiro porta-aviões desenvolvido na China iniciou os testes no mar no início deste mês. O antigo Liaoning, que deverá servir mais como um navio de treinamento, foi comprado de segunda mão da Ucrânia em 1998.

Sua marinha também tem assumido um papel cada vez mais importante nos últimos meses, com a navegação do Liaoning por Taiwan e novos navios de guerra chineses aparecendo em lugares distantes.

A mídia estatal citou especialistas dizendo que a China precisa de pelo menos seis porta-aviões. Os Estados Unidos operam 10 e planejam construir mais dois.

Muitos especialistas concordam que o desenvolvimento de tal força seria um empreendimento de décadas, mas que a busca para reforçar suas forças no mar será crucial no longo prazo, já que a China parece querer reduzir a proeminência militar dos EUA na região.

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