September 27, 2018 / 1:59 PM / 3 months ago

UE admite que eventual Brexit sem acordo também exigirá ajustes, dizem diplomatas

BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia vai esperar até novembro para iniciar os preparativos completos para um possível fracasso nas conversas sobre a separação do Reino Unido, disseram diplomatas, e reconhece relutantemente que tal cenário ainda exigiria alguns ajustes.

Premiê britânica, Theresa May, e líderes de países da UE durante cúpula em Salzburgo 20/09/2018 REUTERS / Lisi Niesner

Enviados dos 27 países que permanecerão na UE após o Brexit debateram na quarta-feira a aceleração dos planos de contingência caso não haja um entendimento com Londres sobre a maneira de realizar o processo inédito de separação.

“Esperaremos para ver se e quando as negociações com o Reino Unido fracassam oficialmente para iniciar entre os 27 os trabalhos mais claros de preparação para a ausência de um acordo”, disse um diplomata de alto escalão do bloco. “Nós nos demos até novembro”.

Os 27 líderes da UE concordaram em se encontrar no final de semana de 17-18 de novembro para aprovarem qualquer acordo com o Reino Unido, que em 29 de março de 2019 se tornará o primeiro país a deixar o bloco.

“Existem áreas nas quais precisamos agir para ter algo de pé em 30 de março, não importa o que aconteça”, disse o diplomata.

A Comissão Europeia, o executivo da UE, confirmou nesta quinta-feira que está se preparando para a possibilidade de o Reino Unido se separar sem um acordo de desfiliação ou um esboço das futuras relações, mas reiterou que está trabalhando para concluir um tratado.

“A UE continua a trabalhar por um Brexit ordeiro e uma parceria futura ambiciosa com o Reino Unido, que deveria incluir um relacionamento econômico estreito”, disse Michel Barnier, o negociador europeu do Brexit.

Barnier deve se encontrar com Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista, a principal sigla de oposição britânica, ainda nesta quinta-feira. Corbyn disse que seus correligionários votarão contra um acordo do Brexit baseado nas propostas atuais da primeira-ministra britânica, Theresa May.

Isso agravou os temores da UE de que, ainda que firme um pacto com May, este seja rejeitado no Parlamento britânico, onde tanto os trabalhistas quanto alguns membros do Partido Conservador profundamente dividido da premiê podem votar contra o pacto.

No momento Bruxelas e Londres estão negociando um acordo de separação e, caso se entendam e o pacto seja ratificado pelas legislaturas das duas partes, o Reino Unido terá um período de adaptação que se estenderá até o final de 2020.

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