October 7, 2018 / 4:58 PM / 2 months ago

Justiça Eleitoral diz que vídeo em que urna "auto completa" voto é falso

(Reuters) - A Justiça Eleitoral afirmou que vídeos e mensagens que circulam em redes sociais mostrando que votos são processados antes de o eleitor terminar de digitar são falsos.

Presidente do TSE, Rosa Weber, vota em Brasília 07/10/2018 REUTERS/Adriano Machado

Mais cedo, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, disse que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal haviam sido acionados para averiguar uma suposta ocorrência envolvendo uma urna que impedia eleitores de escolherem outros candidatos a presidente da República.

Em vídeo nas redes sociais, o candidato a senador pelo Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), disse que uma urna não deixava o eleitor concluir seu voto para presidente em Bolsonaro, com o sistema remetendo a escolha para o adversário petista, Fernando Haddad.

“A Justiça Eleitoral esclarece que um vídeo que circula na internet no qual a urna, supostamente, ‘autocompleta’ o voto para presidente... é falso. Os vídeos não mostram o teclado da urna, onde uma pessoa digita o restante do voto. Não existe a possibilidade de a urna autocompletar o voto do eleitor, e isso pode ser comprovado pela auditoria de votação paralela”, disse o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais.

Durante coletiva de imprensa em Brasília, Rosa Weber destacou que o TSE ainda está “aprendendo” a lidar com as chamadas fake news, “porque o fenômeno não é de fácil compreensão, não é de fácil prevenção, mas o TSE está atento”.

Ela, porém, ressaltou que o sistema eletrônico de urnas é confiável.

“Hoje temos um sistema ágil, seguro e que nos inspira a maior confiança... Se ocorrer alguma fraude, algum dia, poderá ser constatada. O sistema eletrônico permite que, numa hipótese de fraude, sejam constatadas as pegadas, ficam marcas que nos permitem chegar e fazer a apuração”, disse.

Na mesma coletiva, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que “não há qualquer improviso no processo eleitoral”.

“Pelo contrário, houve um preparo intenso do Tribunal Superior Eleitoral, da Procuradoria Geral Eleitoral e de todos os órgãos envolvidos na realização dessas eleições”, frisou.

PROBLEMAS

Até as 14h, 964 urnas, de um total de 454,4 mil apresentaram defeito no país e precisaram ser trocadas, segundo dados da TSE divulgados pela Agência Brasil.

Os Estados que registraram o maior número de urnas com defeito foram Minas Gerais (252), Rio de Janeiro (123), Pernambuco (83) e São Paulo (78).

Por José Roberto Gomes, em São Paulo

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