October 19, 2018 / 9:03 PM / in a month

PT cobra que emissoras mantenham programação de debate mesmo sem participação de Bolsonaro

Haddad faz campanha no centro do Rio de Janeiro 19/10/2018 REUTERS/Ricardo Moraes

BRASÍLIA (Reuters) - A coordenação de campanha do candidato do PT, Fernando Haddad, pediu nesta sexta-feira que as emissoras de tevê que tinham programado debates para o segundo turno entre os presidenciáveis mantenham as datas, apesar da recusa do adversário, Jair Bolsonaro, em participar dos eventos.

Em nota, a coligação que reúne PT e PCdoB disse que Haddad se mantém à disposição das emissoras para usar o tempo que lhe seria destinado nos debates e apresentar suas ideias.

“Cancelar os debates significa compactuar com a estratégia covarde e antidemocrática do deputado Bolsonaro. O povo brasileiro tem o direito de saber em quem vai votar e as emissoras de TV têm o dever de prestar este serviço ao público”, diz o texto.

Seis debates haviam sido marcados pelas principais redes de tevê, sendo que quatro - Band, TV Gazeta, RedeTV e SBT - que ocorreriam nesta semana e na anterior, já foram cancelados pelas emissoras. Restariam Record, no dia 21, e Globo, no dia 26.

Até a última quinta-feira, os médicos que cuidam de Bolsonaro desde que o candidato foi atacado com uma facada não o haviam liberado para participar de eventos de campanha. Ainda assim, Bolsonaro fez visitas a locais como a Polícia Federal do Rio de Janeiro e o Bope, além de ter dado diversas entrevistas.

Esta semana, na última avaliação, os médicos consideraram que houve evolução e que caberia ao candidato decidir sobre a participação em debates.

Bolsonaro citou dois fatores —restrições médicas e preocupação com a segurança— para justificar que “dificilmente” participará de debates no segundo turno. “Temos a questão do meu estado de saúde ainda, estou com restrições. E por outro lado pesa o fator segurança. Então, baseado nisso, dificilmente eu comparecerei a debates”, disse o presidenciável em vídeo divulgado em suas redes sociais nesta sexta-feira.

“Eu tenho uma bolsa de colostomia aqui do lado e a restrição vem daí. Ela pode se romper e eu teria uma recaída. Então a minha saúde em primeiro lugar.”

Reportagem de Lisandra Paraguassu

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