October 26, 2018 / 11:39 AM / 2 months ago

Confiança da construção do Brasil sobe em outubro com expectativa de demanda e fim de período eleitoral, diz FGV

Homens trabalham na construção de casas no Rio de Janeiro 17/06/2016 REUTERS/Ricardo Moraes

SÃO PAULO (Reuters) - A confiança da construção no Brasil voltou a avançar em outubro com a proximidade do fim do período eleitoral e expectativas de demanda para os próximos meses, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

O Índice de Confiança da Construção (ICST) registrou alta de 1,5 ponto e foi a 81,8 pontos em outubro, no segundo mês seguido de alta.

“O distanciamento dos dias conturbados de maio (com a greve dos caminhoneiros) e a proximidade de mudança no cenário político parecem estar contribuindo para a recuperação da confiança do empresário da construção. Houve uma redução do pessimismo em grande parte dos segmentos setoriais, associada às expectativas de demanda para os próximos meses”, explicou a coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE, Ana Maria Castelo, em nota.

No mês, o resultado partiu tanto da melhora da situação atual quanto das expectativas para os próximos meses.

O Índice da Situação Atual (ISA-CST) avançou 0,6 ponto, para 73 pontos, maior nível desde junho de 2015. Já o Índice de Expectativas (IE-CST) subiu 2,3 pontos, para 91 pontos, voltando ao nível de julho deste ano.

Ana Maria explicou que as carteiras de contratos das empresas aumentou, voltando ao patamar de 2015, e deve sustentar a melhora da atividade nos próximos meses.

No final de maio a greve dos caminhoneiros prejudicou o abastecimento de combustível e alimentos e afetou a atividade econômica, bem como a confiança de agentes econômicos, empresários e consumidores.

Nesta semana, a FGV informou que as confianças do consumidor e do comércio subiram em outubro, ambos com melhora das expectativas para os próximos meses.

Em nota separada, a FGV disse ainda nesta sexta-feira que o Índice Nacional de Custo da Construção–M (INCC-M) acelerou a alta no mês a 0,33 por cento, ante avanço de 0,17 por cento em setembro.

Por Stéfani Inouye

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