October 26, 2018 / 3:39 PM / in 21 days

MPF abre nova investigação sobre Guedes no âmbito da Greenfield, defesa contesta base para apuração

Paulo Guedes, indicado para assumir Ministério da Fazenda caso Jair Bolsonaro (PSL) seja eleito 10/10/2018 REUTERS/Sergio Moraes/File Photo

BRASÍLIA (Reuters) - A defesa do economista Paulo Guedes, indicado pelo candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, como superministro da Economia em caso de vitória, desqualificou investigação relativa a fundos de pensão, alegando base frágil para a apuração.

Em nota divulgada nesta sexta-feira, a defesa de Guedes disse que a investigação se baseia em um “relatório fragilíssimo, que tratou de apenas um, dentre quatro investimentos realizados pelo fundo”.

A investigação do Ministério Público Federal (MPF), segundo o portal Jota, ocorre no âmbito da operação Greenfield. A Reuters contatou desde a manhã desta sexta-feira a assessoria de imprensa do MPF para obter detalhes do caso e aguarda um retorno.

“O relatório omite o lucro considerável que o fundo tem propiciado aos investidores e a perspectiva de lucro de mais de 50 por cento do valor investido. Ou seja, não houve qualquer prejuízo às partes envolvidas”, disse a defesa do economista.

Segundo a defesa do economista, Guedes jamais teve qualquer poder de deliberação sobre o destino dos investimentos, “os quais foram todos aprovados pelo Comitê de Investimentos, formado por membros indicados pelos cotistas”.

“Por fim, causa perplexidade que, a 72 duas horas das eleições, o Ministério Público instaure uma investigação para apurar um investimento que deu lucro aos fundos de pensão”, afirmaram os advogados de Guedes.

No início do mês, o economista foi alvo de outra investigação da Greenfield a partir de relatórios da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Naquela, o MPF apura se Guedes cometeu dois delitos da Lei dos Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional: gestão fraudulenta ou temerária de instituições financeiras e se emitiu e negociou títulos mobiliários sem lastro ou garantias.

Por Ricardo Brito

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