October 29, 2018 / 10:53 PM / 16 days ago

Bolsonaro diz que é preciso parar de falar que menos pessoas armadas significa menos violência

Presidente eleito Jair Bolsonaro, durante eventio de campanha em Taguatinga (DF), no início de setembro 05/09/2018 REUTERS/Adriano Machado

(Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que é preciso abandonar o politicamente correto e achar que com menos pessoas armadas, a violência vai diminuir.

Em entrevista à TV Record, Bolsonaro disse que a violência não vai diminuir nessas circunstâncias. Segundo ele, quando aumenta o número de autos de resistência da Polícia Militar, diminui a violência na região que isso está ocorrendo.

O presidente eleito fez questão de reafirmar o compromisso pela flexibilização do porte de armas de fogo. Ele usou como exemplo a hipótese de caminhoneiros poderem portar armas de fogo, e afirmou que esta medida reduziria a criminalidade.

“O porte de arma de fogo tem que ser flexibilizado também. Por que um caminhoneiro não pode ter posse de arma de fogo? Se coloque na situação de um caminheiro que dormiu no posto e acorda no dia seguinte e não tem nenhum estepe. Você casar isso com o excludente de ilicitude em defesa da vida própria e terceiro, patrimônio próprio e terceiro, pode ter certeza que a bandidagem vai diminuir, porque o caminhoneiro armado, ao reagir, se alguém estiver furtando ou roubando o seu estepe, ele vai dar um exemplo para a bandidagem”, disse Bolsonaro.

“Devemos abandonar o politicamente correto, achar que todo mundo desarmado o Brasil vai ser melhor, não vai ser melhor.”

Bolsonaro disse que tentará que as mudanças no Estatuto do Desarmamento sejam aprovadas ainda neste ano pelo Congresso Nacional.

O presidente eleito também voltou a dizer que buscará tipificar como terrorismo as invasões de propriedades privadas como as realizadas por movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Para ele, não é possível o governo dialogar com movimentos sociais que realizam invasões e depredações.

Por Eduardo Simões, em São Paulo

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