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Autoridade saudita contesta CIA sobre apuração de morte de jornalista

ABU DHABI (Reuters) - Um importante príncipe saudita jogou dúvidas sobre a conclusão da CIA de que o príncipe Mohammed bin Salman foi o mandante do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi em Istambul, no mês passado, dizendo que a agência não pode ser considerada uma fonte crível de solução para o caso.

“A CIA não necessariamente representa os mais altos padrões de veracidade ou precisão na avaliação de situações. Há muitos exemplos disso”, disse neste sábado o príncipe Turki al-Faisal, um importante membro da família real.

O príncipe, ex-chefe da inteligência saudita e que serviu como embaixador nos Estados Unidos, afirmou que a conclusão da agência de que o Iraque escondia armas químicas antes da invasão norte-americana de 2003 se mostrou pouco confiável.

“Aquele foi o maior exemplo de avaliação imprecisa e equivocada, que levou a uma guerra com milhares de mortos”, disse, falando em evento organizado pelo Beirut Institute, com sede em Nova York.

A CIA concluiu que o príncipe Mohammed ordenou a operação para matar o jornalista, conforme inicialmente informado pelo jornal The Washington Post, e informou autoridades do governo norte-americano sobre a descoberta, disseram à Reuters fontes nesta semana.

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