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Itália deve começar a afrouxar isolamento do coronavírus em 4 de maio, diz premiê

ROMA (Reuters) - A Itália provavelmente começará a afrouxar o isolamento do coronavírus em 4 de maio, mas o relaxamento ansiosamente aguardado será cauteloso e calculado, disse o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, nesta terça-feira.

Primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte. 4/3/2020. REUTERS/Remo Casilli

O país é um dos mais duramente atingidos pela pandemia de Covid-19 – mais de 24.100 pessoas já morreram desde que o contágio emergiu, em fevereiro.

Visando a conter a disseminação, o governo adotou restrições abrangentes em março, orientando os italianos a ficarem em casa e fechando escolas, negócios e indústrias de toda a nação.

As restrições custam muito à terceira maior economia da zona do euro, mas como o número de casos novos está diminuindo gradualmente, Conte disse que até o final de semana apresentará os planos do governo para amenizar o confinamento.

“Gostaria de poder dizer ‘vamos reabrir tudo. Imediatamente. Começamos amanhã de manhã’... mas tal decisão seria irresponsável”, escreveu o premiê no Facebook.

Ele prometeu “um plano sério, científico” que incluirá uma “reavaliação dos meios de transporte” para permitir que os trabalhadores viajem em segurança, novas regras comerciais e medidas para verificar se o afrouxamento está causando um aumento de infecções.

“É sensato acreditar que o adotaremos a partir de 4 de maio”, disse, acrescentando que uma estratégia de saída precipitada e desorganizada faria pouco caso dos sacrifícios que os italianos aceitaram.

Mas Conte não deu nenhum detalhe específico sobre quais negócios terão permissão de reabrir primeiro ou quais limites podem ser mantidos à circulação no país.

Nações de todo o mundo estão cogitando ou adotando medidas para amenizar isolamentos, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que isso deve ser feito lentamente e somente quando houver capacidade de isolar casos e rastrear contatos.

Líderes empresariais da Itália vêm pedindo um relaxamento das restrições, que estão entre as mais rigorosas do mundo, e alertando para a catástrofe econômica caso o isolamento perdure.

O Tesouro italiano acredita que a economia se contrairá cerca de 8% neste ano, o que criaria a pior recessão do país desde a Segunda Guerra Mundial, disseram duas fontes a par do assunto à Reuters na segunda-feira.

Falando ao Parlamento nesta terça-feira, Conte prometeu até o final do mês medidas adicionais de ao menos 50 bilhões de euros para mitigar o impacto. Eles se somarão a um pacote de 25 bilhões de euros aprovado no mês passado.

((Tradução Redação São Paulo; + 55 11 5644-7712))

REUTERS AAP

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