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Não há expectativa de vacinação contra Covid-19 até início de 2021, diz OMS

GENEBRA (Reuters) - Pesquisadores estão fazendo um bom progresso no desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, com alguns estudos em estágio avançado, mas o uso não é esperado até o início de 2021, disse um especialista da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira.

Pessoa manipula frasco com etiqueta nomeando vacina contra Covid-19. Foto ilustrativa. 10/04/2020 REUTERS/Dado Ruvic

A OMS está trabalhando para garantir uma distribuição justa das vacinas, mas neste meio tempo é essencial conter a disseminação do vírus, disse Mike Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, já que os casos novos diários estão quase em níveis recordes em todo o mundo.

“Estamos fazendo um bom progresso”, disse Ryan, observando que várias vacinas já estão em testes de Fase 3 e que até agora nenhuma fracassou em termos de segurança ou capacidade de provocar uma reação imunológica.

“Realisticamente, só na primeira parte do próximo ano começaremos a ver as pessoas serem vacinadas”, disse Ryan em um evento público nas mídias sociais.

A OMS está empenhada em ampliar o acesso a possíveis vacinas e a ajudar a aumentar a capacidade produtiva, acrescentou.

“E precisamos ser justos nisto, porque este é um bem global. Vacinas para esta pandemia não são para os ricos, não são para os pobres, são para todos.”

O governo dos Estados Unidos pagará 1,95 bilhão de dólares por 100 milhões de doses de uma vacina contra Covid-19 que está sendo desenvolvida pela Pfizer e pela empresa de biotecnologia alemã BioNTech se esta se mostrar segura e eficiente, disseram as empresas.

Ryan também alertou as escolas a serem cautelosas com reaberturas até a transmissão comunitária da Covid-19 estar sob controle.

O debate norte-americano sobre a retomada das aulas se intensificou agora que a pandemia está se alastrando em dezenas de Estados.

“Temos que fazer todo o possível para levar nossas crianças de volta à escola, e a coisa mais eficiente que podemos fazer é deter a doença em nossa comunidade”, disse. “Porque se você controla a doença na comunidade, pode abrir as escolas.”

Por Stephanie Nebehay em Genebra e John Miller em Zurique

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