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Alan Parker, diretor de "Bugsy Malone" e "Mississippi em Chamas", morre aos 76 anos

LONDRES (Reuters) - O cineasta britânico Alan Parker, diretor de filmes como “Bugsy Malone – Quando as Metralhadoras Cospem”, uma comédia de crianças gângsteres munidas de armas que disparam chantilly, e os dramas “O Expresso da Meia-Noite” e “Mississippi em Chamas”, morreu nesta sexta-feira, aos 76 anos.

Diretor Alan Parker 04/06/2016 REUTERS/Darrin Zammit Lupi

Parker, que também dirigiu “Fama”, “Evita”, e “The Commitments – Loucos pela Fama”, entre outros títulos de sucesso, morreu depois de enfrentar uma longa doença, disse uma porta-voz.

Conhecido por seu ecleticismo, Parker ficava igualmente à vontade nos mundos da comédia musical e dos dramas policiais mais realistas.

“Bugsy Malone”, seu longa-metragem de estreia de 1976, é uma paródia musical dos filmes de gângster da era da Lei Seca norte-americana, e tem uma jovem Jodie Foster no papel da cantora glamurosa Tallulah e outros atores infantis que viriam a ter carreiras bem-sucedidas.

Em seguida veio “O Expresso da Meia-Noite”, baseado na história real de um norte-americano preso na Turquia por contrabandear haxixe. O filme conquistou dois Oscar, um deles para Oliver Stone, que escreveu o roteiro.

Já em uma nova direção, Parker fez o corajoso musical “Fama”, que trata dos altos e baixos nas vidas de estudantes de arte de Nova York -- um sucesso comercial enorme que deu origem a uma série de televisão.

Entre seus êxitos subsequentes estão “Asas da Liberdade”, um drama sobre veteranos da Guerra do Vietnã, e “Mississippi em Chamas”, baseado na história real de uma investigação do FBI sobre o desaparecimento de três ativistas de direitos civis nos anos 1960.

Embora muito aclamado à época, o filme, que recebeu sete indicações ao Oscar e conquistou uma estatueta, também foi criticado por parte da comunidade negra. Entre outras questões, críticos se queixaram da falta de bons exemplos negros e do que viram como um foco muito centrado em dois agentes brancos do FBI.

O ator Matthew Modine, um dos astros de “Asas da Liberdade”, disse no Twitter que ficou muito triste com a notícia da morte de Parker. “Ser escalado neste filme épico... transformou minha vida. Alan era um grande artista, cujos filmes viverão para sempre”.

Parker retornou ao mundo da música e teve sucesso comercial dirigindo “The Commitments”, que trata de uma banda de soul de vida curta de Dublin, e “Evita”, estrelado por Madonna e inspirado no musical de Andrew Lloyd Webber.

Parker recebeu homenagens por seus feitos cinematográficos no Reino Unido, sendo ungido cavaleiro em 2002.

Ele deixa a esposa, Lisa Moran-Parker, cinco filhos e sete netos, de acordo com a BBC.

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