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Manifestantes no Líbano invadem ministérios, conforme protestos pela explosão em Beirute crescem

BEIRUTE (Reuters) - Manifestantes invadiram ministérios do governo em Beirute e danificaram os escritórios da Associação de Bancos Libaneses, neste sábado, mostraram imagens de televisão, enquanto tiros eram disparados em protestos cada vez maiores após a explosão devastadora desta semana.

Um policial foi morto durante os conflitos, disse um porta-voz.

Um policial no local afirmou que o seu colega morreu ao cair no poço de um elevador em um prédio próximo, após ser perseguido pelos manifestantes.

A Cruz Vermelha disse que havia tratado ferimentos em 117 pessoas, e outras 55 foram levadas ao hospital. Um incêndio começou na praça Martyrs, no centro da cidade.

Dezenas de manifestantes invadiram o Ministério das Relações Exteriores, onde queimaram uma fotografia do presidente Michel Aoun, representante para muitos de uma classe política que governou o Líbano por décadas e que dizem ser culpada pela profunda crise política e econômica.

“Ficaremos aqui. Chamamos o povo libanês para ocupar todos os ministérios”, disse um manifestante, com um megafone.

Cerca de 10.000 pessoas se reuniram na praça Martyrs, algumas arremessando pedras. A polícia lançou gás lacrimogêneo quando alguns manifestantes tentaram quebrar uma barreira que bloqueava a rua que leva ao Parlamento, disse um jornalista da Reuters.

A polícia confirmou que tiros e balas de borracha foram disparados. Não ficou imediatamente claro quem atirou.

Imagens de televisão mostraram manifestantes também invadindo os ministérios da Energia e da Economia.

Os manifestantes disseram que os políticos deveriam ser enforcados e punidos pela negligência que, segundo eles, levou à gigantesca explosão de terça-feira que matou 158 pessoas e feriu outras 6.000.

Os manifestantes entoavam “o povo quer a queda do regime”, bordão popular durante a Primavera Árabe, em 2011. “Revolução. Revolução”. E seguravam cartazes que diziam: “Saiam, vocês são todos assassinos.”

O primeiro-ministro Hassan Diab disse que a única saída seriam eleições antecipadas ao Parlamento.

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