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Líder da oposição em Belarus pede novos protestos e recontagem de votos

MINSK (Reuters) - A líder da oposição em Belarus Sviatlana Tsikhanouskaya pediu mais protestos pacíficos nesta sexta-feira e fez um apelo a seus apoiadores para que assinem uma petição online que exige uma recontagem dos votos da eleição presidencial, que acredita que foi fraudada.

Manifestante protesta contra resultado de eleição presidencial em Belarus 13/08/2020 REUTERS/Vasily Fedosenko

Em um vídeo publicado no YouTube, Tsikhanouskaya, que está na vizinha Lituânia, também pediu aos apoiadores que exijam uma investigação oficial sobre as alegações de que a votação de domingo foi fraudada.

Também nesta sexta-feira, o governo começou a libertar milhares de manifestantes detidos em meio a uma repressão violenta depois de emitir um pedido de desculpas raro na tentativa de apaziguar os protestos de âmbito nacional, que atualmente representam a maior ameaça ao presidente Alexander Lukashenko em seus 26 anos no poder.

Ao menos dois manifestantes morreram, e cerca de 6.700 foram detidos na operação repressiva.

Mas uma nova rodada de protestos começou na manhã desta sexta-feira, quando pessoas formaram cadeias humanas na capital, Minsk, e a pressão exterior contra Lukashenko cresceu.

Ministros das Relações Exteriores da União Europeia devem realizar uma reunião de emergência ainda nesta sexta-feira para debater possíveis sanções novas.

Ursula von der Leyen, a chefe da Comissão Europeia, o Executivo do bloco, tuitou:

“Precisamos de sanções adicionais contra aqueles que violaram valores democráticos ou abusaram dos direitos humanos em Belarus. Tenho confiança de que o debate de hoje dos ministros das Relações Exteriores da UE demonstrará nosso apoio firme aos direitos do povo de Belarus a liberdades fundamentais e à democracia”.

A chanceler alemã, Angela Merkel, exigiu a libertação incondicional e imediata dos manifestantes detidos, disse seu porta-voz.

Segundo uma citação da agência de notícias oficial BelTA, o chanceler bielorrusso, Vladimir Makei, disse nesta sexta-feira que seu país está pronto para um “diálogo construtivo e objetivo” com seus parceiros estrangeiros no tocante a eventos ligados à eleição presidencial e seus desdobramentos.

Em seu vídeo, Tsikahnousakaya pediu diálogo e protestos pacíficos.

“Precisamos deter a violência nas ruas das cidades bielorrussas. Conclamo as autoridades a detê-la e a iniciar o diálogo.”

“Peço aos prefeitos de todas as cidades, em 15 e 16 de agosto, para agirem como organizadores de reuniões em massa pacíficas em cada cidade grande ou pequena”, disse.

Manifestantes dizem que o fato de Lukashenko ter recebido oficialmente 80% dos votos mostra que a eleição foi profundamente manipulada.

Por Andrei Makhovsky e Vasily Fedosenko em Minsk; reportagem adicional de Alexander Marrow e Maria Kiselyova em Moscou, Gabriela Baczynska em Bruxelas e Anna Ringstrom em Estocolmo

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