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EUA vão impor sanções a alvos ligados a programas de armas do Irã

Ministro das Relações Exteriores do Barein, Abdullatif Al Zayani, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu e o ministro das relações exteriores dos Emirados Árabes, Abdullah bin Zayed, mostram acordo assinado, tendo ao centro o presidente dos EUA, Donald Trump. 15/9/2020. REUTERS/Tom Brenner

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos vão impor sanções na segunda-feira a mais de 20 pessoas e entidades envolvidas nos programas nuclear, de mísseis e de armas convencionais do Irã, disse uma autoridade norte-americana.

Falando sob condição de anonimato, a autoridade declarou que o Irã pode ter material suficiente para uma arma nuclear até o fim do ano e que Teerã retomou a cooperação de mísseis de longo alcance com a Coreia do Norte. Ele não forneceu evidências detalhadas sobre nenhuma das afirmações.

As novas sanções se encaixam no esforço do presidente norte-americano, Donald Trump, de limitar a influência regional do Irã e ocorrem uma semana após os EUA negociaram acordos com Emirados Árabes e Barein para normalizar laços com Israel, pactos que podem formar coalizão mais ampla contra o Irã, enquanto apela a eleitores pró-Israel dos EUA antes da eleição de 3 de novembro.

As novas sanções também alertam aliados europeus, a China e a Rússia de que, embora a tendência deles seja ignorar o impulso dos EUA para manter as sanções da ONU contra o Irã, as empresas sediadas em seus países sentiriam vontade de violá-las.

Grande parte do novo impulso dos EUA é um decreto visando àqueles que compram ou vendem armas convencionais ao Irã. O governo Trump suspeita que o Irã esteja buscando armas nucleares - o que Teerã nega - e as medidas punitivas são as mais recentes em uma série que visa impedir o programa atômico do Irã, que Israel, aliado dos EUA, vê como uma ameaça existencial.

“O Irã está claramente fazendo tudo o que pode para manter uma capacidade completa para voltar ao negócio de armamento a qualquer momento, caso deseje fazê-lo”, disse a autoridade norte-americana à Reuters.

A fonte argumentou que o Irã deseja uma capacidade de armas nucleares e os meios para entregá-la, apesar do acordo de 2015 que buscou evitar isso ao restringir o programa atômico do Irã em troca de acesso ao mercado mundial.

Em maio de 2018, Trump abandonou o acordo, - sendo repudiado por Reino Unido, China, França, Alemanha e Rússia - e restaurou as sanções dos EUA que paralisam a economia do Irã.

O Irã, por sua vez, tem violado gradativamente os limites centrais desse negócio, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), inclusive no tamanho de seu estoque de urânio pouco enriquecido, bem como no nível de pureza ao qual foi permitido para enriquecer urânio.

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