September 24, 2008 / 1:30 PM / 11 years ago

Coréia do Norte expulsa AIEA de usina de enriquecimento

Por Mark Heinrich e Sylvia Westall

VIENA (Reuters) - A Coréia do Norte expulsou monitores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) da sua usina de enriquecimento de plutônio, disseram autoridades na quarta-feira.

A decisão sinaliza que Pyongyang está levando adiante a retomada do seu programa de armas nucleares, anunciada no começo do mês, num rompimento do acordo multilateral que previa benefícios para a Coréia do Norte em troca da desnuclearização.

O regime comunista confirmou na sexta-feira que estava se preparando para reativar a usina de Yongbyon, que vinha sendo desmontada desde novembro, conforme os termos do acordo firmado pela Coréia do Norte com EUA, China, Rússia, Japão e Coréia do Sul.

Olli Heinonen, diretor de salvaguardas de não-proliferação da AIEA, revelou a expulsão dos monitores durante uma reunião extraordinária e a portas fechadas dos 35 países que compõem a direção da agência.

“Não há mais lacres nem equipamento de vigilância na unidade de reprocessamento (de plutônio)”, disse Melissa Fleming, porta-voz da AIEA, referindo-se à instalação mais relevante de Yongbyon para a questão nuclear.

“(A Coréia do Norte) declarou ainda que de agora em diante os inspetores da AIEA não terão mais acesso à usina de reprocessamento”, disse ela, resumindo as declarações de Heinonen. “(Pyongyang) informou ainda os inspetores da AIEA que pretende introduzir material nuclear na usina de reprocessamento dentro de uma semana”, acrescentou ela a jornalistas.

Diplomatas ocidentais e analistas nucleares dizem que a Coréia do Norte precisaria de vários meses —talvez anos— para recuperar suas instalações nucleares, já em avançado estado de desmantelamento.

Diplomatas ligados à AIEA disseram que três monitores foram retirados das suas posições na usina de plutônio, mas continuam observando outras partes do complexo, um projeto da extinta União Soviética.

Eles disseram que os monitores foram obrigados a retirar cerca de 100 lacres e entre 20 a 25 câmeras do local.

A chancelaria norte-coreana diz ter tomado providências para restaurar o “estado original” de Yongbyon, renegando o acordo multilateral de fevereiro de 2007.

Reportagem adicional de Jack Kim em Seul

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