November 14, 2008 / 10:49 AM / 11 years ago

Zona do euro entra em recessão às vésperas do G20

Um cartaz mostrando, em italiano, "Tudo com 50% de desconto" é visto na vitrine de uma loja em Roma, no dia 7 de outubro. Boa parte da Europa já entrou em recessão, mostraram dados divulgados nesta sexta-feira, confirmando a ampla desaceleração econômica que os líderes mundiais esperam tentar resolver durante encontro neste fim semana em Washington. REUTERS/Max Rossi/files (ITALY)

Por Elizabeth Piper

LONDRES (Reuters) - Boa parte da Europa já entrou em recessão, mostraram dados divulgados nesta sexta-feira, confirmando a ampla desaceleração econômica que os líderes mundiais esperam tentar resolver durante encontro neste fim semana em Washington.

A pior crise financeira global em 80 anos enfraqueceu as maiores economias mundiais. A zona do euro amargou uma retração de 0,2 por cento no terceiro trimestre, a primeira vez que a região dos 15 países que usam o euro sofre uma recessão desde o nascimento da moeda comum européia.

“Agora que a recessão foi confirmada, o debate irá se concentrar sobre sua extensão e severidade”, afirmou Martin van Vliet, da ING Financial Markets. “Uma nova contração do PIB da zona do euro no atual quarto trimestre parece virtualmente assegurada”.

Com a Europa, bem como partes da Ásia e América do Norte, sofrendo, líderes do G20, que congrega economias em desenvolvimento e economias avançadas, seguem para Washington para tentar encontrar caminhos que garantam que a crise, iniciada com a quebra do mercado imobiliário dos Estados Unidos, não se repita.

Mas um acordo entre os integrantes do G20, que representam 85 por cento da economia do mundo e dois terços da população mundial, sobre se será preciso mais regulação dos mercados para proteger consumidores, poupadores e investidores é pouco provável.

Washington afirma que não se deve voltar para uma situação de grande controle do Estado sobre o mercado. Já grandes países da Europa acreditam que sem regulação, a repetição das turbulências do último ano será inevitável.

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, já pediu medidas coordenadas para impulsionar o crescimento econômico, uma área de política onde é possível se chegar a um maior consenso.

“Agindo agora nós podemos estimular o crescimento de todas as nossas economias. O custo da inação será bem maior do que o custo de qualquer ação”, disse Brown a jornalistas em Nova York, na quinta-feira.

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