March 19, 2009 / 6:17 PM / in 10 years

Chineses devem aumentar patrulha no mar da China Meridional

Por Lucy Hornby

PEQUIM (Reuters) - A China poderá transformar mais embarcações desativadas da Marinha em patrulhas de pesca, informou a mídia estatal na quinta-feira.

O país busca ampliar seu poder sobre ilhas sob disputa no mar da China Meridional por formarem importantes corredores de tráfego marítimo da Ásia.

A notícia vem menos de duas semanas depois de um incidente entre barcos chineses e a embarcação de vigilância oceânica Impeccable, da Marinha norte-americana, que, de acordo com Pequim, fazia uma inspeção ilegal em águas chinesas.

“O incidente com o Impeccable é certamente um indicador preocupante de que a China, em especial no mar da China Meridional, está se comportando de forma agressiva e desagradável e eles não estão dispostos a se comprometer com padrões aceitáveis de comportamento”, disse o comandante norte-americano para o Pacífico, o almirante da Marinha Timothy Keating, na quinta-feira.

Outros perceberam a utilização pela China de barcos de patrulha pesqueira, em vez de embarcações militares, como uma forma de marcar sua posição evitando um confronto direto com os Estados Unidos ou com seus rivais no mar da China Meridional.

“De alguma forma, isso deve ser visto como um sinal positivo, de que não querem agravar a situação ou provocar mais confrontos como poderia ser o caso se navios militares estivessem envolvidos”, afirmou Sam Bateman, da Nanyang Technological University, de Cingapura.

Outros países asiáticos têm usado cada vez mais suas frotas da guarda-costeira no lugar de navios militares para proteger suas fronteiras marítimas, disse ele.

“A China utilizará melhor suas embarcações navais (desativadas) e poderá também construir mais barcos de patrulha de pesca, dependendo da necessidade”, disse Wu Zhuang, diretor da Administração de Pesca e da Supervisão do Porto de Pesca do mar da China Meridional, ao China Daily. Ele não disse se as embarcações teriam armamentos.

O incremento militar de Pequim tem contribuído para uma sensação de mal-estar em algumas regiões da Ásia, especialmente em Taiwan, ilha considerada pela China como sua e da qual prometeu retomar o controle, pela força, caso necessário.

O mar da China Meridional e o acesso ao Estreito de Malaca são cruciais aos planos da China caso ocorra uma guerra com Taiwan.

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