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IPCA sobe menos em dezembro, cumpre meta do ano

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou em dezembro, mas um pouco menos que o esperado, e encerrou o ano dentro da meta de inflação perseguida pelo governo, apesar de estar acima do centro dela.

O indicador subiu 0,63 por cento em dezembro, após alta de 0,83 por cento em novembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Analistas ouvidos pela Reuters previam leitura de 0,59 por cento, segundo a mediana de 13 estimativas que variaram de 0,57 a 0,62 por cento.

Em 2010 como um todo, o IPCA teve alta de 5,91 por cento, após variação de 4,31 por cento em 2009. A meta de inflação do ano tinha centro em 4,5 por cento e tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

A taxa do ano foi a maior desde 2004, quando a inflação ficou em 7,6 por cento, e ficou bem próxima do patamar de 2008, de 5,90 por cento.

Em dezembro, a desaceleração da inflação decorreu sobretudo de uma menor alta de preços do grupo Alimentação e bebidas, que vinha sendo o vilão dos últimos meses e agora subiu 1,32 por cento, ante 2,22 por cento em novembro.

“Produtos que haviam impactado novembro com altas expressivas tiveram resultados mais moderados no mês seguinte. Foi o caso das carnes, que, da variação de 10,67 por cento de novembro passaram para 2,25 por cento em dezembro, e, assim, cederam lugar ao item refeição em restaurante como principal contribuição ao IPCA do mês. Os preços da refeição... contribuíram com 0,09 ponto percentual na formação do IPCA do mês”, disse o IBGE em nota.

Açúcar refinado, frango inteiro e frango em pedaços tiveram elevações menores, enquanto feijão carioca, batata-inglesa, feijão preto e feijão mulatinho tiveram queda de preços no mês.

Mesmo com alta menor, o grupo dos alimentos respondeu por 49 por cento do IPCA de dezembro.

Os preços do grupo Habitação também subiram menos, em 0,49 por cento em dezembro contra 0,57 por cento em novembro. Os de Despesas pessoais avançaram 0,57 por cento ante 0,74 por cento antes. Já os custos de Artigos de residência subiram, em 0,10 por cento em dezembro, após caírem 0,12 por cento em novembro.

ANO

Em 2010 como um todo, a aceleração da inflação em relação ao ano anterior foi causada sobretudo pelos alimentos, que subiram 10,39 por cento, contribuindo com 40 por cento do índice, sendo o maior peso do ano.

O destaque foram os feijões, com salto de 51,49 por cento em 2010. “Mas, levando em conta a importância no orçamento das famílias, a despesa que mais pesou foi a com a compra de carnes. O preço do quilo aumentou 29,64 por cento, em média”, acrescentou o IBGE.

Os produtos não alimentícios subiram 4,61 por cento em 2010, ante alta de 4,65 por cento em 2009. “Coube ao item empregados domésticos (+11,82 por cento) a principal contribuição nesse grande grupo.”

O IBGE informou ainda que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve avanço de 0,60 por cento em dezembro, ante 1,03 por cento em novembro, encerrando o ano com alta de 6,47 por cento.

O IPCA mede os preços para as famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INCC apura a variação dos preços para famílias com renda de 1 a 6 salários mínimos.

Reportagem de Elzio Barreto e Denise Luna

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