18 de Dezembro de 2012 / às 10:59 / em 5 anos

Obama e Boehner se aproximam de acordo para evitar "abismo fiscal"

Por Richard Cowan e Mark Felsenthal

Presidente dos EUA, Barack Obama, realiza reunião bipartidária com líderes do Congresso, na Casa Branca. As diferenças sobre como resolver o "abismo fiscal" dos EUA diminuíram significativamente na segunda-feira à noite, quando o presidente Barack Obama fez uma contraproposta aos republicanos, revendo inclusive sua posição a respeito dos aumentos tributários para os norte-americanos mais ricos. 16/11/2012 REUTERS/Larry Downing

WASHINGTON, 18 Dez (Reuters) - As diferenças sobre como resolver o “abismo fiscal” dos EUA diminuíram significativamente na segunda-feira à noite, quando o presidente Barack Obama fez uma contraproposta aos republicanos, revendo inclusive sua posição a respeito dos aumentos tributários para os norte-americanos mais ricos, segundo uma fonte familiarizada com as discussões.

A fonte salientou que essa não era a posição final de Obama, mas a proposta foi bem recebida, embora com reservas, pelo presidente da Câmara dos Deputados, o republicano John Boehner. Ele havia se reunido antes com o presidente, do Partido Democrata, para buscar uma solução que evite o “abismo” -- a conjunção de cortes de gastos públicos e aumentos tributários generalizados que entram em vigor no começo de 2013, caso não haja acordo em contrário.

Na sua mais relevante mudança de posição até agora, a Casa Branca propôs manter uma alíquota tributária reduzida para todos os contribuintes que ganham até 400 mil dólares por mês. Durante meses, o presidente insistiu em taxar quem ganha mais de 250 mil dólares por ano. Boehner preferia manter o teto em 1 milhão.

Obama também se aproximou de Boehner a respeito do percentual que o aumento da arrecadação tributária deve representar dentro de um pacote de dez anos para a redução do déficit público, em comparação a cortes nos gastos públicos.

Obama está disposto a aceitar agora uma cifra de 1,4 trilhão de dólares em impostos cobrados, 200 bilhões a menos do que na sua proposta inicial. A nova proposta de Boehner fala em 1 trilhão de dólares em arrecadação tributária.

Parte da economia nos gastos públicos viria na redução dos reajustes de pensões previdenciárias, exceto para os beneficiários mais “vulneráveis”.

Mas Obama e Boehner continuam muito distantes a respeito da questão, politicamente explosiva, de como e quando elevar o teto de endividamento do governo.

Boehner propôs elevar o valor durante um ano, atrelando isso a cortes de gastos. Obama, até a noite de segunda-feira, defendia um aumento de dois anos, o que pode desagradar parlamentares conservadores, que vinham usando a questão do teto da dívida para buscar mais cortes de gastos do governo.

Está completamente ausente na proposta de Obama a prorrogação de uma medida que beneficia diretamente os assalariados, ao reduzir de 6,2 para 4,2 por cento a sua quota no imposto sobre a folha de pagamento. Essa desoneração foi adotada há dois anos, para estimular a economia, e expira em 1o de janeiro.

A proposta da Casa Branca ainda é carente de detalhes, especialmente a respeito de questões como o Medicare, programa de saúde para idosos, e alvo preferencial dos republicanos para os cortes de gastos. Por isso, não se sabe que resistência a proposta poderia enfrentar no Congresso.

A fonte que falou à Reuters salientou que a oferta de segunda-feira não é de maneira algum a posição final da Casa Branca.

Reportagem adicional de Thomas Ferraro, Mark Felsenthal, Rachelle Younglai e Jeff Mason

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