3 de Janeiro de 2013 / às 12:05 / 5 anos atrás

Preços ao produtor brasileiro aceleram alta a 0,25% em novembro

Por Camila Moreira

Padeiro tira pães frescos do forno em padaria de São Paulo, em novembro de 2002. O índice de preços ao produtor acelerou em novembro ao registrar alta de 0,25 por cento, influenciado pelo impulso dos preços de alimentos e da fabricação de produtos de madeira, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 6/11/2002 REUTERS/Paulo Whitaker

SÃO PAULO, 3 Jan (Reuters) - O índice de preços ao produtor acelerou em novembro ao registrar alta de 0,25 por cento, influenciado pelo impulso dos preços de alimentos e da fabricação de produtos de madeira, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

O IBGE revisou o dado de outubro para uma alta de 0,23 por cento depois de anunciar anteriormente avanço de 0,21 por cento . No acumulado em 12 meses em novembro os preços apresentaram alta de 6,64 por cento.

Em novembro, 14 das 23 atividades pesquisadas apresentaram alta de preços na comparação com o mês anterior, segundo o IBGE.

As maiores variações positivas ocorreram nos preços de fabricação de produtos de madeira (1,96 por cento), de máquinas e equipamentos (1,44 por cento) e de fumo (1,32 por cento).

Já os preços da fabricação de produtos alimentícios, que pressionaram os preços ao produtor durante a maior parte do ano, voltaram a subir, com uma alta de 0,58 por cento, depois de recuarem 1,44 por cento em outubro, na primeira variação negativa desde fevereiro.

Esse grupo foi o que exerceu a maior influência na variação mensal do indicador, com 0,12 ponto percentual.

Ainda assim, o avanço de 0,58 por cento em novembro foi a menor taxa positiva entre as oito registradas em 2012. De acordo com o economista do IBGE Alexandre Brandão, a alta foi puxada por suco de laranja e carne.

“Tem um efeito cambial nesse movimento. Como são produtos exportados, com o dólar mais valorizado eles ficaram mais caros”, explicou Brandão.

No final de novembro, o dólar saltou e raspou em 2,14 reais devido a especulações de que o governo favoreceria um real mais desvalorizado para apoiar os exportadores brasileiros. Medidas e intervenções do governo derrubaram novamente a cotação da divisa, que fechou 2012 abaixo de 2,05 reais, mas ainda com valorização superior a 9 por cento no ano.

Na comparação com o mesmo mês de 2011, as maiores variações de preços ocorreram em fumo (19,02 por cento), alimentos (13,87 por cento), bebidas (13,12 por cento) e papel e celulose (11,70 por cento).

As principais influências na comparação de novembro com o mesmo mês do ano anterior vieram dos alimentos (2,62 pontos percentuais), outros produtos químicos (0,90 ponto) e refino de petróleo e produtos de álcool (0,63 ponto).

“O álcool interrompeu uma série de quedas e, no caso do refino, é efeito do aumento do preço da nafta, movimento que acontece há algum tempo no mercado mundial”, explicou o economista do IBGE.

O índice mede os preços “na porta das fábricas” e não inclui os custos com frete e impostos que influenciam os preços ao consumidor.

Após chegarem a registrar deflação recentemente, os preços no atacado voltaram a subir neste final de ano, enquanto os do varejo aceleraram.

Na semana passada foi divulgado que o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 0,68 por cento em dezembro, ante leve queda de 0,03 por cento vista em novembro, acumulando alta de 7,82 por cento em 2012.

Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier no Rio de Janeiro

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