30 de Janeiro de 2013 / às 14:58 / em 5 anos

Mantega prevê que gasolina subirá 4,4% na bomba

BRASÍLIA, 30 Jan (Reuters) - O preço da gasolina na bomba deverá subir 4,4 por cento, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega, resultando em um impacto de 0,16 ponto percentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Ministro da Fazenda, Guido Mantega, discursa durante Encontro Nacional com Prefeitos em Brasília. O preço da gasolina na bomba deverá subir cerca de 4 por cento, afirmou nesta quarta-feira o ministro após anúncio de reajuste dos combustíveis pela Petrobras na véspera. 30/01/2013 REUTERS/Ueslei Marcelino

A Petrobras anunciou reajuste na noite de terça-feira de 6,6 por cento nas refinarias para a gasolina e de 5,4 por cento para o diesel.

O reajuste que chegará às bombas é menor devido à mistura de 20 por cento de etanol na gasolina, entre outros fatores, como as margens das distribuidoras.

“O posto vai repassar 4,4 por cento porque tem a mistura, e isso é menos que a inflação. Faz quatro anos que o preço da gasolina não sobe. De 2006 até agora o preço da gasolina subiu 6 por cento. É uma pequena correção que não vai atrapalhar ninguém”, afirmou.

Em outras oportunidades que a gasolina subiu nas refinarias, o governo reduziu a Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide) para evitar repasses ao consumidor. Mas no último aumento a Cide foi zerada, tanto para a gasolina como para o diesel.

“Dessa vez, (o reajuste) vai para o consumidor e vai ter um impacto pequeno de 0,16 ponto no IPCA”, emendou.

Mantega disse que o governo está estudando elevar a mistura do etanol na gasolina, mas não se comprometeu com uma data para fazer o anúncio.

Um aumento da mistura para 25 por cento, por exemplo, poderia atenuar mais a alta da gasolina.

O ministro esquivou-se de responder se o aumento dado agora será o único do ano.

Disse apenas que novos reajustes vão depender do preço internacional do petróleo.

“É o último aumento da gasolina nesta semana”, afirmou em tom de brincadeira. “No ano passado demos mais de um aumento, não significa que este ano faremos o mesmo.”

Ele afirmou que a Petrobras também interfere na decisão.

“O aumento é decidido pela diretoria da Petrobras, depende do preço internacional e de outros fatores.”

Por Tiago Pariz

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