for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up

Rússia rejeita pedido de ajuda do Chipre; UE espera "plano B"

NICÓSIA/MOSCOU, 22 Mar (Reuters) - A Rússia recusou os pedidos de auxílio do Chipre nesta sexta-feira, deixando os líderes da ilha cada vez mais isolados na corrida para fechar um acordo de resgate com a União Europeia (UE) até a próxima semana ou enfrentar o colapso de seu sistema bancário.

Ministro das Finanças do Chipre Michael Sarris em hotel após visita ao Ministério da Fazenda russo em Moscou. A Rússia rejeitou os pedidos de ajuda, deixando a ilha sozinha para acertar um acordo de resgate com a União Europeia (UE) antes de terça-feira ou enfrentar o colapso de seu sistema financeiro. 21/03/2013. REUTERS/Maxim Shemetov

No Chipre, o maior banco do país pediu aos políticos para se apressarem e fechar um acordo com os parceiros da UE, no momento em que o Parlamento avalia propostas para nacionalizar os fundos de pensão, ativos do Estado e dividir o segundo maior banco do país em um esforço desesperado para satisfazer os aliados europeus.

O presidente do banco central do Chipre, Panicos Demetriades, alertou os líderes políticos na terça-feira que o país enfrentará uma falência desordenada, a menos que aprovem os projetos de leis, afirmou uma autoridade presente nas discussões.

“As próximas horas irão determinar o futuro do país”, afirmou o porta-voz do governo Chistos Stylianides perante o debate parlamentar. “Todos nós temos que assumir nossa fatia de responsabilidade.”

Mesmo que as medidas sejam aprovadas, não há confirmação de que elas levantarão os 5,8 bilhões de euros exigidos pela UE em troca de um resgate de 10 bilhões de euros para evitar o default.

O maior banco local, o Banco do Chipre, pediu ao governo para voltar atrás e adotar a proposta da UE, sob a qual os depósitos acima de 100 mil euros serão taxados. É preferível isso, argumentou, ao colapso do sistema e ao retorno à libra cipriota.

A insistência do Chipre em cobrar impostos mesmo dos poupadores menores --com esperanças de limitar o dano a um setor bancário fortemente dependente de grandes depositantes russos-- fez com que o Parlamento rejeitasse na terça--feira um acordo de resgate fechado com a UE há uma semana.

Sem um acordo, o Banco Central Europeu (BCE) afirmou na quarta-feira que cortará os fundos de emergência aos bancos do país, potencialmente tirando o Chipre do bloco monetário.

RECUSA RUSSA

Após ter rejeitado amplamente a proposta de imposto sobre depósitos em troca do resgate da UE, Nicósia se voltou para a Rússia para negociar um acordo de empréstimo, ganhar mais financiamento e atrair investidores russos para bancos cipriotas e reservas de gás.

“As negociações terminaram no que diz respeito ao lado russo”, afirmou o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, a repórteres após dois dias de negociações com o ministro das Finanças do Chipre, Michael Sarris.

Russos têm bilhões de euros de participações no grande e agora incapacitado setor bancário do Chipre.

Mas Siluanov disse que os investidores russos não estão interessados no gás cipriota e que as negociações terminaram sem uma solução. Sarris voltará para casa, onde parlamentares estavam travados em mais discussões sobre a crise.

Novos projetos enviados ao Parlamento cipriota incluem um “fundo de solidariedade” para agrupar os ativos do Estado, incluindo receitas futuras de gás e fundos de pensão semiestatais nacionalizados, como a base para uma emissão de títulos de emergência.

Reportagem adicional de Jan Strupczewski e Luke Baker em Bruxelas, Karolina Tagaris e Costas Pitas em Nicósia, Georgina Prodhan em Viena, Lidia Kelly e Darya Korsunskaya em Moscou, Paul Carrel em Frankfurt e Gernot Heller em Berlim

for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up