2 de Abril de 2013 / às 17:14 / 5 anos atrás

BC acompanhará evolução macroeconômica para avaliar medidas, diz Tombini

Por Tiago Pariz

BRASÍLIA, 2 Abr (Reuters) - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reforçou o discurso de que está acompanhando a evolução do cenário macroeconômico para avaliar a necessidade de adotar medidas, mas lembrou que a política monetária “já está sendo ajustada”.

“Desde janeiro, a política monetária, pelo lado da comunicação, está mudando, já mudou. E isso já se refletiu nas condições financeiras e monetárias”, disse ele nesta terça-feira em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado.

A taxa de juros média cobrada em operações de crédito com recursos livres subiu 1,1 ponto percentual nos dois primeiros meses do ano mesmo com a Selic inalterada, lembrou Tombini.

Ele citou que as condições financeiras do mercado se alteraram desde janeiro, quando o BC mostrou mais preocupação com a inflação, mas reiterou que nenhum instrumento de política monetária foi retirado da mesa. Segundo ele, O BC usará esses mecanismos para atacar a inflação quando e se achar necessário.

O mercado acredita que o BC elevará a Selic --hoje na mínima histórica de 7,25 por cento ao ano-- apenas em maio, e não na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em abril.

“Por isso, vamos fazer a avaliação no curto e médio prazo para preparar que a convergência (da inflação para o centro da meta) se processe de forma expressiva nesse período relevante”, disse o presidente do BC.

Ele citou como exemplo o fechamento de março do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que será divulgado na próxima semana. A meta de inflação é de 4,5 por cento, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Em março, o BC retirou de seu comunicado sobre a Selic a indicação de que ela ficaria estável por um tempo “suficientemente prolongado” e passou a dizer que a política monetária será conduzida com “cautela”.

RESISTÊNCIA E PRESSÃO

O presidente da autoridade monetária explicou que a resistência do IPCA está localizado em três fatores: aumento nos preços de alimentos in natura, disparada da inflação de serviços e maior difusão dos aumentos na economia.

Tombini voltou a afirmar que a inflação “mostra-se persistente nos últimos meses”. Garantindo que o governo não é tolerante com a alta dos preços, ele avaliou que a inflação está sob controle, mas reconheceu que há riscos à frente.

No Relatório Trimestral de Inflação do BC, divulgado na semana passada, o BC informou que, em 12 meses, o IPCA deve estourar o teto da meta entre abril e junho.

Aos parlamentares nesta manhã, Tombini ainda destacou que “a recuperação da atividade econômica tem se materializado de forma gradual e a perspectiva é de ritmo mais intenso”.

De acordo com ele, há sinais consistentes de recuperação da indústria, com indicadores antecedentes sugerindo crescimento no primeiro trimestre, mesmo após a queda de 2,5 por cento da produção em fevereiro.

O presidente do BC salientou também que o BC fará intervenções no mercado de câmbio em todas as suas dimensões, como no mercado futuro, para evitar “volatilidade excessiva”.

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