June 22, 2013 / 1:04 AM / 5 years ago

CNBB mantém programação da Jornada da Juventude apesar de protestos

BRASÍLIA, 21 Jun (Reuters) - A programação da Jornada Mundial da Juventude, evento católico que acontecerá no Brasil no próximo mês e contará com a presença do papa Francisco, está mantida apesar dos protestos que se espalharam nas últimas semanas pelo país, garantiu nesta sexta-feira a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

O presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno de Assis, disse que, em reunião com a presidente da República Dilma Rousseff nesta sexta-feira, recebeu garantias de segurança no evento, que será realizado entre os dias 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro.

“Não estou preocupado por que está tudo correndo normalmente. Não vamos evidentemente fazer nenhuma modificação, tanto na programação quanto na data da realização da jornada. O governo, seja federal, como também estadual e municipal, é claro, tem essa missão, essa tarefa de garantir a segurança”, disse.

“Com relação também à visita do Santo Padre, há uma tranquilidade. Uma ou outra manifestação que possa ocorrer no período da Jornada Mundial é normal... o povo brasileiro é hospitaleiro”, afirmou.

Mais cedo nesta sexta-feira, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, reconheceu que o governo precisa estar preparado para o caso de ocorrerem manifestações no país durante o evento.

“Teremos de estar preparados para a Jornada ocorrer inclusive em um clima em que esteja ocorrendo manifestações no país”, afirmou o ministro, um dia após cerca de 1 milhão de pessoas tomarem às ruas em dezenas de cidades de todas as regiões do país.

Segundo o ministro Carvalho, ações de vandalismo preocupam o governo e não devem ser aceitas. As manifestações incluem reivindicações como a melhoria dos serviços públicos e o combate à corrupção, além de reclamações sobre os gastos para a Copa do Mundo de 2014.

Durante os protestos, inicialmente pacíficos, foram registrados conflitos com a polícia e depredação de prédios públicos.

“O que está preocupando nos últimos momentos? É que as manifestações acabam sendo palco para manifestações de um tipo de expressão lamentável e irresponsável de vandalismo, que não podemos aceitar”, disse o ministro.

Suas declarações foram obtidas pela imprensa em áudio recuperado de gravação de vídeo de uma reunião nesta manhã sobre a Jornada, já que apenas cinegrafistas e fotógrafos foram autorizados a acompanhar parte do encontro.

Em Brasília, o prédio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, teve diversas vidraças quebradas e foi invadido por cerca de 80 manifestantes na noite de quinta-feira. Houve episódios de violência em cidades como Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belém e Campinas.

Os protestos começaram há cerca de duas semanas e prosseguiram mesmo após a demanda inicial dos manifestantes --a redução da tarifa de transporte público-- ter sido atendida em diversos municípios, inclusive nas duas maiores cidades do país, São Paulo e Rio.

Dilma cancelou viagens programadas para os próximos dias, uma delas ao Japão para acompanhar os protestos. E na noite desta sexta-feira fez um pronunciamento em rádio e televisão sobre as manifestações.

Reportagem de Jeferson Ribeiro e Maria Carolina Marcello

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