22 de Junho de 2013 / às 16:18 / em 5 anos

Primeiro novo partido da África do Sul em 5 anos invoca espírito de Mandela

JOHANESBURGO, 22 Jun (Reuters) - Uma líder ativista da era do apartheid, lançou o primeiro novo partido político da África do Sul em cinco anos, neste sábado, dizendo que o atual governo do partido Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) estava destruindo a maior economia do continente.

Apesar do aumento da divisão no ANC e alegações de suborno e fraca liderança, ele continua sendo uma máquina política incomparável, com uma maioria de quase dois terços no parlamento.

No entanto, o partido “Agang”, que significa “Deixe-nos construir” na língua Sesotho, vai disputar as eleições de 2014, disse a líder do partido Mamphela Ramphele.

Uma ativista antiapartheid, militante e parceira do líder do grupo Consciência Negra, Steve Biko, Ramphele disse que milhões ainda vivem como cidadãos esquecidos e que o país não chegou longe o suficiente, rápido o suficiente.

Ela se referiu ao otimismo que prevaleceu na primeira eleição com eleitores de todas as raças na África do Sul em 1994.

“Nos lembramos da enorme esperança e alegria na época da libertação de Nelson Mandela, punho erguido em desafio.”

Herói do antiapartheid e primeiro presidente negro da África do Sul, Mandela, de 94 anos, está em estado grave, mas estável no hospital, disse o governo no sábado.

O arcebispo emérito Desmond Tutu, uma forte voz antiapartheid e líder da campanha mundial de liberação de Mandela, apoia Ramphele, de 65 anos, dizendo que ela é uma líder íntegra, pronta para assumir posições valiosas pela justiça social.

“Em quase 20 anos da nossa democracia, a grandiosidade e magnanimidade que caracterizavam o nosso firmamento político se renderam, em grande parte, ao altar do poder e da riqueza”, disse Tutu em uma carta de apoio à Ramphele, divulgada na sexta-feira.

Médica e ex-diretora administrativa do Banco Mundial, Ramphele também foi colocada sob prisão domiciliar durante sete anos pelo governo do apartheid devido ao seu trabalho político.

Ela constantemente questionou as autoridades e o ANC sobre suas falhas.

“Nosso país chegou à uma encruzilhada e eu não quero pensar sobre onde estaremos daqui a cinco anos se não mudarmos de rumo”, disse ela em seu discurso de lançamento do partido em Pretória.

Outros também estão procurando reviver o sonho da “Rainbow Nation” (Nação do Arco-Íris), 19 anos depois do fim do governo da minoria branca. Até mesmo Julius Malema, expulso do ANC, está procurando construir um futuro na política, começando seu próprio partido político.

O último partido a ser formado na África do Sul foi o COPE Congress of the People (Congresso do Povo) lançado em 2008 por antigos membros do ANC.

Reportagem de Sherilee Lakmidas

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below