July 3, 2013 / 10:45 PM / 5 years ago

Cabe a Dilma analisar sugestão do PMDB de reduzir ministérios, diz Carvalho

Por Jeferson Ribeiro Após o PMDB, maior partido aliado da presidente Dilma Rousseff no Congresso, sugerir que ela reduzisse o número de ministérios, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou nesta quarta-feira que cabe à presidente analisar o conselho e que a petista “tem se mostrado aberta à sugestões”.

A comissão executiva do PMDB se reuniu longamente na terça-feira e entre outras decisões disse que Dilma deveria reduzir o número de pastas para demonstrar comprometimento com “redução dos custos e à austeridade”.

Nessa mesma reunião, os peemedebistas não fecharam apoio ao plebiscito proposto pela presidente para fazer a reforma política e disseram que as mudanças no sistema eleitoral devem incluir questionamentos sobre a manutenção ou não da reeleição para cargos executivos.

Carvalho não descartou completamente a sugestão do PMDB sobre a redução no número de ministérios, atualmente em 39. Disse apenas que é uma decisão de cabe à presidente e que não havia comentado o assunto com ela nesta quarta.

“Isso é uma análise que a presidenta vai fazer. Não me cabe agora tomar essa posição. A presidente tem se mostrado muito aberta a sugestões e tem dialogado muito e ela que vai tomar a decisão”, afirmou o ministro.

“Eu não sei (se ela vai reduzir o número de pastas) não conversei com a presidente hoje (quarta) e não posso dizer que ela está avaliando ou não, o que eu digo é que é uma sugestão endereçada à presidenta e cabe a ela dar a resposta”, acrescentou Carvalho.

No Palácio, na avaliação de uma fonte ouvida pela Reuters, a posição do PMDB pode ser interpretada como a abertura de uma porta para que mais à frente o partido desembarque do projeto de reeleição de Dilma, caso ela decida ceifar cargos que estão sob o comando dos peemedebistas.

A demissão de peemedebistas daria argumentos para uma ala da legenda que vê a queda de popularidade da presidente como o momento certo para abrir discussão interna sobre a continuidade ou não da aliança com o PT em 2014, na avaliação dessa fonte que pediu para não ter seu nome revelado.

Uma fonte do PMDB disse à Reuters que a decisão da Executiva na terça serviu também para clarear a avaliação do vice-presidente Michel Temer de que há um grupo forte que já trabalha internamente com movimentos de “oposição ao governo”, já que na condição de presidente da legenda não conseguiu evitar a sugestão formal da executiva.

Esse grupo, porém, ainda não teria um objetivo claro de se aliar a um projeto alternativo ao de Dilma em 2014. “Não se sabe o que esse grupo vai fazer ainda”, disse o peemedebista que falou sob condição de anonimato.

Na avaliação desse peemedebista, a nota após a reunião da Executiva deve ser interpretada como uma divisão interna do PMDB, que ganhou força, mas ainda não pode ser lida como uma mudança da postura do partido em relação ao governo.

Essa fonte não sabia dizer se após a nota divulgada pela executiva Dilma e Temer falaram sobre o episódio.

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