July 4, 2013 / 9:05 PM / 5 years ago

Proposta do plebiscito nasceu morta, diz presidente do PSDB

BRASÍLIA, 4 Jul (Reuters) - A proposta de submeter uma eventual reforma política à população na forma de um plebiscito —como sugerido pela presidente Dilma Rousseff para responder a uma das demandas das manifestações que tomaram as ruas do país— nasceu morta, afirmou nesta quinta-feira o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG).

Para o tucano, a sugestão do governo é inviável e tira o foco da população de outros temas citados na mobilização popular das últimas semanas, que pedia melhorias, dentre outros temas, na qualidade dos serviços públicos e no combate à corrupção.

“(O plebiscito) nasceu morto e o governo sabia disso”, disse o senador a jornalistas, “Era um engodo. Era uma forma de desviar a atenção da população das questões centrais.”

O vice-presidente da República, Michel Temer, reconheceu nesta quinta-feira que não haveria tempo hábil para que uma eventual reforma política tenha validade nas eleições de 2014. Temer chegou a levantar a hipótese de o Congresso produzir uma reforma política antes mesmo do plebiscito, o que poderia tornar a consulta popular desnecessária.

Mais tarde, no entanto, afirmou em nota divulgada à imprensa que o governo mantém sua posição de que seria ideal que as novas regras valessem para 2014.

A presidente Dilma Rousseff enviou, na terça-feira, uma mensagem ao Congresso Nacional com sugestões de temas que deveriam ser tratados no plebiscito, para responder às demandas das ruas e estimular a participação popular no processo de reforma.

Temer havia afirmado ainda, após reunir-se com líderes da base na Câmara dos Deputados na manhã desta quinta, que há consenso pela realização de um plebiscito.

Aécio, por sua vez, voltou a defender que a consulta popular seja feita por meio de referendo, após a aprovação de um texto para a reforma.

O presidente do PSDB explicou que o partido divulgará um conjunto de ideias “consensuais” sobre o tema, após reunião da Executiva da legenda, na próxima terça-feira.

Aécio defende, por exemplo, o fim do voto secreto para todos os casos do parlamento, com exceção de votações de vetos presidenciais.

Reportagem de Maria Carolina Marcello

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