July 6, 2013 / 5:13 PM / 5 years ago

Elbaradei será nomeado primeiro-ministro interino do Egito, dizem fontes

CAIRO, 6 Jul (Reuters) - O ex-chefe da agência nuclear da ONU Mohamed ElBaradei será nomeado primeiro-ministro interino do Egito neste sábado, disse uma fonte da Presidência à Reuters.

Foto de arquivo do ex-chefe da agência nuclear da ONU Mohamed ElBaradei em sua casa no Cairo. ElBaradei será nomeado primeiro-ministro interino do Egito neste sábado, disse uma fonte da Presidência à Reuters. 06/06/2013 REUTERS/Mohamed Abd El Ghany/Files

O líder interino Adli Mansour assumiu a Presidência na quinta-feira para supervisionar um roteiro militar para eleições, um dia após o Exército derrubar o presidente muçulmano Mohamed Mursi.

ElBaradei estava entre os líderes liberais que se opunham a Mursi e incitou os protestos que mostraram como a Irmandade Muçulmana havia enfurecido milhões de egípcios.

Mansour conversou neste sábado com o chefe do Exército e líderes políticos, incluindo ElBaradei, sobre como tirar o país da crise em meio a um aumento no número de mortos para pelo menos 35 em protestos islâmicos contra a derrubada de Mursi.

Mansour mais tarde chamou ElBaradei de volta ao palácio presidencial, informou a agência de notícias estatal, sem dar mais detalhes.

O primeiro-ministro seria empossado às 15h00 (horário de Brasília), relatou o jornal estatal Al-Ahram, sem dizer quem vai assumir o posto.

Mahmoud Badr, fundador do movimento “Tamarud-Rebel!”, que organizou as manifestações em massa anti-Mursi, disse à Reuters que ele havia sido informado por um assessor de Mansour que ElBaradei havia sido escolhido.

Um alto funcionário do Partido Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade, rejeitou a nomeação de Mohamed ElBaradei como primeiro-ministro interino, e descreveu-o como a escolha de Washington.

“Nós rejeitamos este golpe e todos os resultados dele, incluindo ElBaradei”, disse Farid Ismail à Reuters durante uma reunião islamita no norte do Cairo.

Forças políticas disseram que ElBaradei, ganhador do Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho como chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês), também seria aceitável para os governos ocidentais que têm sido relutantes em chamar a remoção de Mursi e sua Irmandade Muçulmana de golpe militar.

Por Yasmine Saleh e Paul Taylor

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