July 18, 2013 / 9:11 PM / 5 years ago

Presidente promete enfrentar caos no Egito antes de protestos pró-Mursi

Por Crispian Balmer e Noah Browning

CAIRO, 18 Jul (Reuters) - O presidente interino do Egito, Adli Mansour, prometeu nesta quinta-feira combater os que levam o país para o caos, horas antes de grandes manifestações programadas pela Irmandade Muçulmana para exigir a reinstauração do mandato do presidente deposto Mohamed Mursi, na sexta-feira.

“Estamos passando por um estágio crítico, e alguns querem que nos movamos para o caos, e queremos nos mover para a estabilidade. Alguns querem um caminho sangrento. Vamos lutar até o fim da batalha pela segurança”, disse ele pela TV, em seu primeiro pronunciamento público desde que foi empossado por militares, em 4 de julho.

A Irmandade Muçulmana quer levar milhões às ruas na sexta-feira para mostrar que não está disposta a aceitar o governo empossado pelos militares no lugar de Mursi, primeiro presidente eleito livremente na história do Egito.

“A todo egípcio e egípcia livre: saia à rua contra o sangrento golpe militar”, diz uma convocação por escrito dos organizadores.

No entanto, um funcionário da Irmandade disse à Reuters nesta quinta-feira que o movimento propôs um marco de negociações sob mediação da União Europeia.

Gehad al-Haddad, que já representou o movimento em negociações anteriores com outros grupos políticos sob mediação da União Europeia, afirmou que a Irmandade não irá recuar da sua exigência de que Mursi volte ao cargo, mas que ela “nunca fecha a porta ao diálogo”.

Segundo Haddad, a proposta de negociação foi entregue a um enviado da UE, Bernardino León, que no entanto declarou que os dois lados continuam muito distantes.

É difícil imaginar que Mursi possa voltar ao poder. Os militares negam que tenham orquestrado um golpe e dizem ter agido sob o clamor popular e para impedir o caos.

O Egito, mais populoso país árabe, é um vital aliado dos Estados Unidos numa posição estratégica, entre o norte da África e o Oriente Médio, e Washington adotou uma posição cautelosa ao não qualificar a intervenção militar como golpe, o que poderia acarretar o corte na ajuda militar anual de 1,3 bilhão de dólares.

Reportagem adicional de Edmund Blair, Peter Graff, Alexander Dziadosz, Yasmine Saleh, Ulf Laessing, Ali Abdelaty, Patrick Werr, Andrew Torchia, Ahmed Tolba e Shadia Nasralla

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