July 19, 2013 / 5:08 PM / 5 years ago

Cabral aposta em esquema de segurança e em clima de "fraternidade" na JMJ

RIO DE JANEIRO, 19 Jul (Reuters) - Apesar de novas manifestações estarem sendo programadas para a semana que vem, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que terá a presença do papa Francisco, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), procurou mostrar tranquilidade e afirmou ter certeza que o clima de “respeito e fraternidade” vai imperar na cidade durante o evento.

Ao ser questionado se os protestos violentos que terminaram em conflitos entre manifestantes e policiais durante a Copa da Confederações poderiam se repetir na JMJ, o governador se mostrou confiante no clima pacifico do encontro religioso e na eficiência do esquema de segurança montado para o evento.

“O clima na cidade vai ser de fraternidade e carinho e os que tentarem prejudicar não só a segunda feira (dia do encontro de autoridades com o papa), mas os eventos do papa, não terão condições de fazer pelo aparato de segurança, mas também pelo clamor da população”, disse ele a jornalistas no Rio de Janeiro em evento no Palácio Guanabara.

A presidente Dilma Rousssef ligou para Cabral oferecendo ajuda às autoridades policiais do Rio de Janeiro para a JMJ, mas Cabral descartou a possibilidade.

A oferta foi feita depois do violento protesto que ocorreu entre quarta e quinta-feiras nos bairros do Leblon e Ipanema, os mais nobres da cidade do Rio de Janeiro. Um grupo de manifestantes quebrou lojas e agências bancárias, saqueou estabelecimentos comerciais e ateou fogo a lixeiras e sacos de lixo dando um ar de praça de guerra a esses bairros.

Para que as Forças Armadas e forças federais possam ter uma atuação ostensiva e repressiva durante a JMJ, o governo federal precisa publicar um decreto com essa permissão ou o pedido tem que ser solicitado pelo governador.

“A presidenta Dilma me ligou sete e meia da noite ou oito da noite de ontem (quinta-feira) para manifestar solidariedade, apoio e estarrecimento. Como sempre, se colocou à disposição e eu disse que não era necessário e que as forças de segurança estão presentes”, declarou Cabral.

Na próxima segunda-feira haverá um encontro de autoridades, entre elas Dilma e nove governadores de Estado, com o papa Francisco no Palácio Guanabara, alvo de constantes protestos populares. Apesar do receio das autoridades de segurança, Cabral manteve o encontro para a sede do governo do Rio de Janeiro. “Vai ser aqui o que muito me honra”, disse.

Na mesma segunda-feira, entrará em vigor um decreto que cria uma comissão especial para investigar atos de vandalismos como os que aconteceram essa semana na zona sul da cidade.

A comissão que vai investigar e pode responsabilizar criminalmente os autores de atos de vandalismo será composta por membros do Ministério Público, Secretaria de Segurança e Polícias Civil e Militar do Estado.

A comissão também vai investigar abusos cometidos por policiais durante as manifestações. O grupo foi criado mais de um mês depois do início dos protestos e até agora apenas um policial foi afastado de suas funções por excessos.

“Vamos construir um novo modelo e temos nesses atos presença de organizações internacionais que, via Internet, permite uma comunicação que não se tinha no passado. Há organizações internacionais estimulando vandalismo e quebra-quebra; vamos olhar vandalismo, quebra-quebra e ação policial”, disse Cabral, sem dar detalhes sobre as atividades dessas organizações internacionais.

O governador ressaltou que a comissão vai ser mais ágil na apuração de atos criminosos e de vandalismo.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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