July 26, 2013 / 4:50 PM / 5 years ago

Presidente alemão diz que delatores como Snowden merecem respeito

Por Madeline Chambers

Presidente da Alemanha, Joachim Gauck, posa para foto ao chegar a um festival de ópera, em Bayreuth. Gauck, que ajudou a revelar os trabalhos da temida Stasi, a polícia secreta da Alemanha Oriental, disse que delatores como o fugitivo norte-americano Edward Snowden merecem respeito por defenderem a liberdade. 25/07/2013. REUTERS/Michaela Rehle

BERLIM, 26 Jul (Reuters) - O presidente alemão, Joachim Gauck, que ajudou a revelar os trabalhos da temida Stasi, a polícia secreta da Alemanha Oriental, disse que delatores como o fugitivo norte-americano Edward Snowden merecem respeito por defenderem a liberdade.

Falando sobre um assunto que pode influenciar a eleição federal de setembro na Alemanha, o presidente usou um tom muito diferente do da chanceler Angela Merkel, que garantiu aos EUA que Berlim não abrigaria Snowden.

Gauck, que tem pouco poder mas uma grande autoridade moral, disse que as pessoas que trabalham para o Estado têm o direito de agir segundo suas consciências, já que as instituições às vezes se afastam da lei.

“Isso geralmente só é corrigido se a informação é tornada pública. Quem chama a atenção do público para isso e age com consciência merece respeito”, disse ele ao jornal Passauer Neue Presse, nesta sexta-feira.

Depois da queda do comunismo, Gauck, um pastor luterano dissidente, liderou uma comissão responsável pelo vasto arquivo da Stasi sobre pessoas que a agência tinha espionado, usando-o para extirpar ex-membros da Stasi e colaboradores.

Sua decisão incomum de comentar uma questão política recente foi feita quando os resultados do caso Snowden estão dominando as manchetes na campanha para a eleição de 22 de setembro, na qual Merkel —que, como Gauck, vem do que era a comunista Alemanha oriental— espera obter um terceiro mandato.

“O medo de que nossos telefones ou emails sejam gravados e armazenados por serviços de inteligência estrangeiros é uma restrição à sensação de liberdade, e então cresce o perigo de que a própria liberdade seja prejudicada”, disse.

“Somos um país democrático, um Estado de direito com direitos básicos. A liberdade é um desses direitos básicos”.

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