26 de Julho de 2013 / às 20:36 / em 4 anos

EUA garantem à Rússia que Snowden não será torturado nem executado

Por Darya Korsunskaya e David Ingram

Fotos de Edward Snowden, ex-funcionário da inteligência norte-americana, e do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estampam as primeiras páginas de jornais locais em Hong Kong em junho. 11/06/2013 REUTERS/Bobby Yip

MOSCOU/WASHINGTON, 26 Jul (Reuters) - Os Estados Unidos fizeram uma promessa formal à Rússia de não torturar nem executar Edward Snowden se ele for deportado para responder judicialmente por ter revelado programas secretos de espionagem do governo norte-americano.

Snowden, de 30 anos, ex-prestador de serviços da inteligência norte-americana, está retido há mais de um mês na ala de trânsito do aeroporto internacional de Moscou, enquanto a Rússia estuda a concessão de asilo temporário a ele.

Em carta datada de terça-feira, mas revelada nesta sexta-feira, o secretário de Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, escreveu que pretendia esclarecer qual será o destino de Snowden caso ele seja devolvido ao seu país.

“O senhor Snowden apresentou documentação solicitando asilo temporário na Rússia sob a alegação de que, se for devolvido aos Estados Unidos, ele seria torturado e enfrentaria a pena de morte. Essas alegações são inteiramente sem mérito”, escreveu Holder.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o Departamento Federal de Segurança da Rússia e o órgão equivalente dos Estados Unidos, o FBI, estão discutindo a situação de Snowden, cuja permanência no aeroporto Sheremetyevo causa mais um incômodo nas relações russo-americanas.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse ter uma “forte determinação” de não permitir que o caso afete as relações bilaterais. Peskov disse que Putin, ex-agente de inteligência da Rússia, não lida pessoalmente com o assunto.

Mas ele reiterou a posição russa de que “não entregou, não entrega e não entregará ninguém”.

Putin declarou anteriormente que Snowden só conseguirá refúgio na Rússia se parar de cometer ações nocivas aos EUA.

Reportagem adicional de Mark Hosenball e Tabassum Zakaria, em Washington; e de Alissa de Carbonnel, em Moscou

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