July 27, 2013 / 4:14 PM / 5 years ago

Papa pede diálogo, visão humanista da economia e política sem elitismo

RIO DE JANEIRO, 27 Jul (Reuters) - O papa Francisco dirigiu-se a políticos, empresários e representantes da sociedade civil brasileira neste sábado e disse que o futuro exige uma visão humanista da economia e uma política sem exclusão, e que o diálogo é a única maneira para uma sociedade crescer.

Papa Francisco acena do papamóvel para a multidão após conduzir uma missa na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. O papa Francisco dirigiu-se a políticos, empresários e representantes da sociedade civil brasileira neste sábado e disse que o futuro exige uma visão humanista da economia e uma política sem exclusão, e que o diálogo é a única maneira para uma sociedade crescer. 27/07/2013. REUTERS/Paulo Whitaker

“Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo”, disse o pontífice em discurso no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

“O diálogo entre as gerações, o diálogo com o povo, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade. Um país cresce, quando dialogam de modo construtivo as suas diversas riquezas culturais”, acrescentou.

No sexto dia de visita ao Brasil para presidir a Jornada Mundial da Juventude, Francisco fez um discurso ressaltando a importância da responsabilidade social e dos valores éticos, estes considerados pelo pontífice “um desafio histórico sem precedentes” nos nosso dias.

“Somos responsáveis pela formação de novas gerações, capacitadas na economia e na política, e firmes nos valores éticos”, disse o papa.

“No exercício da nossa responsabilidade, sempre limitada, é importante abarcar o todo da realidade, observando, medindo, avaliando, para tomar decisões na hora presente, mas estendendo o olhar para o futuro, refletindo sobre as consequências de tais decisões”, afirmou.

Antes de seu discurso, o papa ouviu as palavras de Walmyr Junior, ex-morador de uma favela carioca que disse ter se aproximado do mundo do crime e utilizado drogas. Hoje graduado em História, o jovem disse que foi salvo ao ingressar numa paróquia local.

O pontífice ressaltou no discurso que “o futuro exige de nós uma visão humanista da economia e uma política que realize cada vez mais e melhor a participação das pessoas, evitando elitismos e erradicando a pobreza”.

Como tem acontecido ao longo da visita ao Brasil, destino de sua primeira viagem internacional desde que foi eleito em março, o papa abençoou fiéis e recebeu presentes.

Índios de cocar e com o corpo pintado foram recebidos no palco do teatro pelo pontífice, que os abraçou e trocou algumas palavras. Francisco ganhou dos índios um cocar e o colocou brevemente sobre o solidéu, antes de devolvê-lo a um dos indígenas.

O papa está no Brasil desde segunda-feira para presidir as celebrações da Jornada Mundial da Juventude, um evento realizado a cada dois anos com milhares de jovens católicas de várias partes do mundo. Mais tarde neste sábado, ele vai participar do início de uma vigília de jovens na praia de Copacabana.

Por Maria Pia Palermo

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