July 27, 2013 / 5:54 PM / 5 years ago

Total de mortos em ataque no Egito chega a 65, diz Ministério da Saúde

CAIRO, 27 Jul (Reuters) - O Ministério da Saúde egípcio disse que foram registradas 65 mortes no sábado, no que a Irmandade Muçulmana está descrevendo como um ataque das forças de segurança contra partidários do presidente deposto Mohamed Mursi no Cairo.

Homem busca por corpos de parentes entre as vítimas dos confrontos entre a polícia e apoiadores do presidente deposto do Egito, Mohamed Mursi, em um hospital de campanha próximo à região de Nasr City, leste do Cairo. O Ministério da Saúde egípcio disse que foram registradas 65 mortes no sábado, no que a Irmandade Muçulmana está descrevendo como um ataque das forças de segurança contra partidários do presidente deposto Mohamed Mursi no Cairo. 27/07/2013. REUTERS/Asmaa Waguih

A Irmandade Muçulmana disse que 66 foram mortos e que 61 tiveram morte cerebral no ataque. Hamdi Mahmoud, diretor do departamento de comunicação do Ministério da Saúde, disse à Reuters que 65 morreram, e outro nove foram mortos devido à onda de violência em Alexandria.

Mais cedo, a Irmandade Muçulmana havia dito que ao menos 31 pessoas tinham sido mortas neste sábado, quando forças de segurança abriram fogo contra um protesto de apoiadores Mursi.

“Eles não estão atirando para ferir, estão atirando para matar”, afirmou o porta-voz da Irmandade Muçulmana Gehad El-Haddad. “Os ferimentos de balas foram na cabeça e no peito”.

A violência emergiu em meio a uma vigília de partidários de Mursi, que foi deposto mais cedo neste mês por militares egípcios após protestos contra seu primeiro ano no poder.

O canal televisivo egípcio Al Jazeera mostrou médicos tentando reviver vítimas que chegavam a um hospital temporário estabelecido pela Irmandade em Rabaa al-Adawiya, uma mesquita no nordeste do Cairo.

El-Haddad disse que a polícia começou a atirar repetidamente gás lacrimogêneo nos manifestantes em uma estrada perto da mesquita.

O derramamento de sangue ocorreu um dia depois de partidários e oponentes de Mursi organizarem manifestações em massa pelo Egito, trazendo centenas de milhares de pessoas para as ruas e estabelecendo profundas divisões no país mais populoso do mundo árabe.

Mais de 200 pessoas morreram em meio à violência desde a derrubada de Mursi, a maioria partidários da Irmandade.

As forças de segurança não se pronunciaram imediatamente sobre o que consideravam ter ocorrido mais cedo em Rabaa.

Reportagem de Maggie Fickl

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