July 28, 2013 / 5:34 PM / 5 years ago

Banheiros para peregrinos viram dor de cabeça em Copacabana

RIO DE JANEIRO, 28 Jul (Reuters) - A estrutura montada na última hora para receber os peregrinos em Copacabana falhou na hora do aperto. Os banheiros viraram a maior dor de cabeça para os que passaram a noite na vigília na praia e para os moradores, devido às longas filas e ao forte mau cheiro.

Peregrinos fazem fila para usar banheiro químico na praia de Copacabana, antes da missa celebrada pelo papa Francisco na manhã de domingo, no Rio de Janeiro. A estrutura montada na última hora para receber os peregrinos em Copacabana falhou na hora do aperto. Os banheiros viraram a maior dor de cabeça para os que passaram a noite na vigília na praia e para os moradores, devido às longas filas e ao forte mau cheiro. 28/07/2013. REUTERS/Paulo Whitaker

Banheiros químicos instalados pelo bairro não suportaram a multidão que participou da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Ao amanhecer neste domingo, longas filas se formaram na porta dos banheiros que estavam ao longo da praia e alguns deles transbordaram.

Muitos peregrinos disseram ter sido salvos pela boa vontade de moradores do bairro, que abriram suas portas para os fiéis saírem do aperto.

“Se não fosse por uma senhora que nos convidou nesta manhã para ir à casa dela, não sei o que seria de mim”, contou Angelo Mescouto, de 25 anos, missionário de uma igreja de Belém, no Pará.

“Eu até fiquei esperando na fila, mas quando chega a sua vez simplesmente é impossível. Não é só pelo cheiro, mas já está tudo entupido também.”

Os peregrinos passaram a noite na praia à espera da missa de despedida do papa Francisco, celebrada nesta manhã. O pontífice ainda se reunirá com voluntários do evento religioso antes de partir para Roma no fim da tarde.

“Nós paramos de beber água para não ter que ir ao banheiro. Além das longas filas, eles estavam sujos, havia um mau cheiro no entorno e não tinha papel”, disse a francesa Claire Cilie, de 24 anos.

Acampados perto de uma das estações de banheiros químicos na calçada central da avenida Atlântica, peregrinos de Porto Rico sofreram com o odor durante toda a madrugada. Quando o grupo chegou à praia, a areia já estava lotada e o único lugar que encontraram foi no calçadão, ao lado de um banheiro.

“Foi realmente um sofrimento o cheiro do banheiro. Só deu um alívio quando o vento levou o cheiro para o outro lado”, disse o frei Elmig Soto, de San Juan, em entrevista concedida ainda em meio ao forte cheiro de urina no local.

O problema com sanitários já era esperado pelas autoridades do Rio de Janeiro que tiveram de montar uma estrutura de última hora em Copacabana, depois que a chuva levou ao cancelamento dos eventos em Guaratiba, onde haveria mais banheiros e lavatórios.

“Uma mijadinha no mar não tem problema”, disse à Reuters uma fonte da organização. Mas o mar era para poucos, pois os termômetros da cidade marcavam cerca de 15 graus na noite de sábado.

A capacidade do sistema de transporte público no acesso e na dispersão de fiéis também foi um dos problemas da JMJ deste ano. Longas filas se formaram nas estações de metrô de Copacabana na quinta-feira à noite, após o primeiro evento com a presença do papa no local.

Por Pedro Fonseca e Rodrigo Viga Gaier

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