10 de Agosto de 2013 / às 12:42 / em 4 anos

Aprovação de Dilma se recupera e passa de 30% para 36%, diz Datafolha

10 Ago (Reuters) - Depois de sofrer uma forte queda nos últimos meses, a popularidade da presidente Dilma Rousseff teve uma ligeira recuperação desde o final de junho, quando o país vivia uma onda de manifestações, informa uma pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada neste sábado.

Presidente Dilma Rousseff gesticula durante reunião com os governadores para anunciar a criação de uma linha de crédito especial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Palácio do Planalto, em Brasília. Depois de sofrer uma forte queda nos últimos meses, a popularidade de Dilma teve uma ligeira recuperação desde o final de junho, quando o país vivia uma onda de manifestações, informa uma pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada neste sábado. 15/06/2012. REUTERS/Ueslei Marcelino

A pesquisa, publicada no jornal Folha de São Paulo, mostra que 36 por cento dos entrevistados consideram a gestão de Dilma boa ou ótima, contra um percentual de 30 por cento alcançado na sondagem anterior, divulgada no final de junho.

Em março, melhor momento da presidente, o índice chegava a 65 por cento.

A aprovação é maior entre os que ganham até dois salários mínimos (41 por cento), e tem o menor índice entre os que ganham mais de dez salários (29 por cento).

O grupo que avalia a administração de Dilma como ruim ou péssima somou 22 por cento, ante 25 por cento na avaliação anterior do Datafolha. Aqueles que consideram sua gestão regular representaram 42 por cento, avanço de um ponto percentual ante a última amostra.

O desempenho do governo Dilma na área econômica também foi mais bem avaliada, com aprovação subindo de 27 para 30 por cento.

Apesar da melhora na avaliação, o otimismo em relação aos efeitos dos protestos caiu. No final de junho, 65 por cento dos entrevistados acreditavam que as manifestações trariam mais benefícios do que prejuízos. Agora, este grupo caiu para 49 por cento dos entrevistados.

A pesquisa também mostrou que ficou praticamente estável a expectativa em relação ao aumento da inflação, que passou de 53 para 54 por cento. O pessimismo com a inflação estava em crescimento desde dezembro de 2012.

Há mais otimismo em relação ao emprego, segundo a pesquisa. Para 39 por cento dos entrevistados, o desemprego deve aumentar. Antes, este percentual era de 44 por cento.

A taxa de desemprego do Brasil surpreendeu em junho ao subir para 6 por cento, marcando o sexto mês seguido que não cede e o patamar mais alto desde abril de 2012, ao mesmo tempo em que o rendimento da população caiu pela quarta vez seguida.

Esse cenário ocorre num momento de falta de confiança em diversos segmentos da economia, em meio à recuperação da atividade que ainda patina.

A inflação ainda preocupa. Em julho o acumulado em 12 meses era 6,27 por cento, ainda perto do teto da meta do governo de 4,5 por cento, mais tolerância dois pontos percentuais.

O Datafolha ouviu 2.615 pessoas entre quarta e sexta-feira em 160 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below